MATO GROSSO — A policial militar Sargento Karen de Arruda Fortes foi anunciada nesta segunda-feira (14) como candidata a vice-governadora na chapa de Sargento Laudicério (Agir). Ela substitui Alex Pedde Pucineli, que renunciou à vaga após um impasse sobre sua filiação partidária.
A assessoria da campanha informou que Karen já participava da elaboração do programa de governo, com atuação principalmente nas propostas para Segurança Pública, combate às facções criminosas, violência doméstica e feminicídio. A policial também trabalhou na 20ª Companhia de Força Tática e participou de ocorrências de alta complexidade.
Em 2019, ela era a única mulher da unidade, segundo a campanha, e havia se apresentado voluntariamente para integrar a equipe. A experiência foi considerada na formulação de medidas de prevenção à violência contra a mulher, análise de risco, fiscalização de medidas protetivas, acompanhamento de vítimas e articulação entre órgãos públicos. Karen tem quatro filhos, incluindo dois gêmeos, e é casada com um policial.
Atuação policial
Em outubro de 2025, Karen integrou a equipe que impediu uma tentativa de feminicídio em Barra do Garças. Uma mulher e o filho, de 3 anos, haviam se trancado em um banheiro para fugir de um homem armado com uma faca.
Pela atuação, ela recebeu reconhecimento da Câmara Municipal de Barra do Garças e da Polícia Militar. Também foi promovida por ato de bravura, após aprovação do Conselho de Coronéis da corporação, e recebeu a Medalha da Ordem Homens do Mato.
Em 2018, Karen participou de uma ocorrência que terminou na morte de Flávio Castro de Lima, conhecido como “Sapinho”. O caso inspirou o curta-metragem “Três Tipos de Medo”, de Bruno Bini, que serviu de base para o longa “Cinco Tipos de Medo”, também dirigido por ele e estrelado por Xamã, Bela Campos e João Vitor Silva.
Renúncia de Pucineli
Pucineli protocolou a renúncia na última sexta-feira (11). O pedido foi homologado pelo Tribunal Regional Eleitoral de Mato Grosso (TRE-MT), segundo a assessoria.
A campanha afirmou que a Justiça Eleitoral ainda registrava vínculo de Pucineli com o Democrata desde 26 de março de 2026, sem anotação de desfiliação. A filiação ao Agir era discutida em ação na 39ª Zona Eleitoral, sem decisão de mérito ou liminar até a renúncia.
A Procuradoria Regional Eleitoral se manifestou contra o registro da candidatura de Pucineli. A campanha disse que tentou mantê-lo na chapa, mas escolheu a substituição diante do prazo eleitoral.



