Otaviano Pivetta (Republicanos) afirmou que o BRT de Cuiabá e Várzea Grande terá ônibus elétricos, veículos articulados, climatização e acesso à internet. O candidato ao governo de Mato Grosso também defendeu o Parque Novo Mato Grosso e disse que a obra deve ser concluída até o fim de 2027.
A declaração foi dada durante entrevista conduzida por Cleto Kipper no MT1. Pivetta afirmou que o primeiro trecho do BRT deve ficar pronto até o fim deste ano, mas não quis estabelecer prazo para a segunda etapa antes da conclusão da primeira. Ele também defendeu a substituição do VLT pelo BRT e disse que a atual gestão corrigiu um erro relacionado ao antigo modal.
Sobre o Parque Novo Mato Grosso, o candidato afirmou que os recursos do Fundo Estadual de Transporte e Habitação (Fethab) foram aplicados com transparência. Pivetta defendeu a construção do espaço.
Segurança, saúde e abastecimento
Ao tratar da violência contra a mulher, Pivetta citou a inclusão de educação contra a violência doméstica no currículo escolar, programas habitacionais para vítimas e medidas protetivas. Caso seja reeleito, afirmou que pretende ampliar a formação de meninas ainda no ensino médio e aumentar o número de Salas da Mulher nas delegacias. Também classificou o problema como cultural e defendeu uma política nacional de enfrentamento.
Sobre a segurança pública, disse que 930 novos policiais estão em formação e que as forças estaduais contam com armamentos modernos. Para ele, o principal problema está nas fronteiras de Mato Grosso. Pivetta elogiou o trabalho do Grupo Especial de Fronteira (Gefron), mas afirmou que o efetivo não cobre toda a extensão fronteiriça. Como proposta, pretende pedir ao presidente da República que a União assuma a segurança das fronteiras do estado.
Na saúde, afirmou que os hospitais já em construção devem ser concluídos até o fim deste ano. Citou a entrega do Hospital Central, em Cuiabá, e disse que o aplicativo RegulaMT também deve ser entregue até o fim do ano.
Sobre o abastecimento de água em Várzea Grande, Pivetta afirmou que equipamentos estão sendo importados e que 20 postos já foram reativados. Segundo ele, poucas pessoas ainda deverão sofrer com a falta de água até o fim deste ano.
Outros temas
Pivetta negou irregularidades relacionadas às acusações da oposição sobre concessão de renúncias fiscais. Disse que paga mais de R$ 150 milhões em impostos por ano e que as atividades de suas empresas são legais. Sobre o acordo entre o governo de Mato Grosso e a Oi, afirmou que nenhuma empresa dele é citada no caso.
Questionado sobre sua relação com o PT, afirmou que nunca votou no partido. Sobre a recepção à então presidente Dilma Rousseff, em 2014, disse que agiu como qualquer prefeito ao receber uma autoridade.
A respeito do Portão do Inferno, na MT-251, afirmou que aguarda uma licença do Ibama. Ele citou projetos para um túnel e para a duplicação da rodovia, mas não apresentou prazo para as obras.
Pivetta assumiu o governo após a renúncia de Mauro Mendes, de quem foi vice-governador eleito. Empresário, agropecuarista e político, já foi deputado estadual e prefeito de Lucas do Rio Verde. Esta é sua primeira candidatura ao governo do estado.



