O Parlamento de Kosovo reelegeu Albin Kurti como primeiro-ministro neste domingo (13), após o partido liderado por ele ter ficado em primeiro lugar nas eleições de junho. Kurti recebeu 62 votos em uma Casa com 120 cadeiras.
A formação do novo governo, porém, não encerra a crise política no país. O principal impasse está na escolha do próximo presidente, cuja votação ainda não tem data definida. Sem um acordo, Kosovo poderá realizar uma nova eleição antecipada — a quarta em apenas dois anos.
Antes da sessão, Kurti disse que seu novo mandato terá como prioridades a segurança e a melhora das condições de vida da população. “Este mandato é para restaurar com força a segurança e a prosperidade dos cidadãos”, afirmou. O primeiro-ministro também declarou que a sequência de eleições tem prejudicado o funcionamento do governo.
No fim de agosto, Kurti fechou um acordo com a Liga Democrática de Kosovo (LDK), que tem 18 deputados, para apoiar o professor de Direito Bekim Sejdiu na eleição presidencial. No dia seguinte, seis parlamentares da própria LDK informaram que não seguiriam a decisão da direção do partido.
A escolha do chefe de Estado exige dois terços dos votos do Parlamento. Embora a função seja predominantemente cerimonial, a falta de consenso pode prolongar o impasse político.
Reformas e relação com a União Europeia
Kosovo busca ingressar na União Europeia. Bruxelas afirma que o país precisa de instituições estáveis e capazes de implementar as reformas exigidas para avançar no processo de adesão. A instabilidade política atrasou essas reformas e dificultou o acesso a recursos da União Europeia.
A sessão que reconduziu Kurti também teve boicote da oposição. O Partido Democrático de Kosovo (PDK) e a Aliança não participaram e disseram que vão recorrer à Corte Constitucional para questionar uma possível violação da lei na constituição do Parlamento. A LDK também se ausentou da votação.



