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Laudo da PF questiona origem e pagamento de créditos vendidos ao Banco Master

Investigação aponta que a Tirreno não tinha capacidade para gerar os créditos e não há prova de que o Master tenha pago pelas cessões.

Laudo da PF questiona origem e pagamento de créditos vendidos ao Banco Master
Foto: Jornal Nacional/Reprodução

A Polícia Federal encontrou sinais de que a Tirreno Consultoria Promotoria de Créditos e Participações não tinha estrutura compatível com a origem dos créditos transferidos ao Banco Master. O laudo analisou operações que somaram R$ 7,15 bilhões, realizadas em 2024 e 2025, e apontou padrões considerados incompatíveis com uma carteira formada regularmente.

A empresa foi criada com o nome SX 016 Empreendimentos e Participações e passou a se chamar Tirreno. O registro ocorreu em novembro de 2024, pouco antes da primeira cessão de créditos ao Master. Para a PF, a repetição incomum de valores e contratos, além da concentração de características nos registros, indica possível artificialidade na formação da carteira.

Falta de comprovação financeira

A investigação também não encontrou evidências de que o Banco Master tenha efetivamente pago à Tirreno pelos direitos creditórios cedidos. A única conta da empresa identificada no Cadastro de Clientes do Sistema Financeiro Nacional foi aberta em 23/05/2025, depois das operações examinadas, e não registrou movimentação financeira.

“Os exames realizados não identificaram evidências de liquidação financeira efetiva das cessões”, afirma o laudo da PF. O documento acrescenta que não foi localizada a disponibilização dos recursos em uma conta de livre movimentação da empresa.

Posteriormente, os direitos creditórios teriam sido repassados ao Banco Regional de Brasília (BRB), instituição que está no centro das investigações sobre o Banco Master e sobre a origem da carteira adquirida pelo banco público.

A atual gestão do BRB associa à crise um rombo de R$ 8,8 bilhões, relacionado a títulos inexistentes, fraudados ou de difícil recuperação. O sigilo do laudo foi retirado na noite desta quinta-feira (10) pelo ministro André Mendonça, do Supremo Tribunal Federal (STF), responsável pelas principais investigações sobre o Master em tramitação na Corte.

Texto produzido pela Redação Nexo Econômico com apoio de inteligência artificial a partir de fontes públicas, com revisão editorial. Erros? Fale conosco.

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