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Lula defende investimento público e volta a cobrar abertura de investigação do Banco Master

Em Curitiba, presidente criticou a condução do caso no STF e afirmou que não deve haver vazamentos seletivos nas apurações.

Lula defende investimento público e volta a cobrar abertura de investigação do Banco Master
Foto: Catarina Scortecci/Folhapress

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva defendeu investimentos públicos, principalmente em educação, e criticou a busca por superávit durante comício neste sábado (12). Segundo ele, o crescimento da economia e a geração de empregos dependem da atuação do governo, enquanto a principal dívida do Brasil seria a taxa de juros, que Lula estimou em R$ 1,3 trilhão.

A declaração ocorreu no mesmo discurso em que o presidente voltou a criticar a condução das investigações sobre o Banco Master no Supremo Tribunal Federal (STF). Lula afirmou que o relator do caso, ministro André Mendonça, estaria divulgando apenas partes dos processos. Sem mencionar o nome do magistrado, disse ter pedido ao presidente da Corte, Edson Fachin, a liberação integral das apurações.

O presidente afirmou que a abertura dos processos permitiria identificar as pessoas envolvidas no caso. Também declarou que integrantes da família Bolsonaro não escapariam das investigações e disse que ninguém deveria usar um cargo de ministro da Suprema Corte para enriquecer.

Lula associou as acusações a Daniel Vorcaro, dono do Banco Master e investigado por fraude contra o sistema financeiro. O ex-banqueiro, segundo o presidente, já está preso. Lula também fez referências a mulheres da Suíça e da Suécia e afirmou que serão desmascarados aqueles que participaram de irregularidades.

Na quarta-feira (9), Lula já havia defendido a quebra completa do sigilo das investigações. Em uma publicação em rede social, escreveu que o país precisava de mais transparência, e não de vazamentos seletivos com impacto na disputa eleitoral.

A cobrança por mais gastos públicos ocorreu dias depois de o vice-presidente Geraldo Alckmin afirmar, em encontro com empresários em Brasília, que Lula faria superávit nas contas públicas caso fosse reeleito. Alckmin também defendeu a redução de privilégios no Judiciário e no Legislativo como forma de combater o desperdício de recursos.

Ataques a adversários

No palanque da Boca Maldita, na região central de Curitiba, Lula também criticou Sergio Moro, seu adversário na disputa pelo Governo do Paraná. O presidente afirmou ser vítima de mentiras do ex-juiz, que o condenou em processo da Operação Lava Jato, em 2017.

Ao lado de Lula estavam Gleisi Hoffmann e Dr. Rosinha, candidatos do PT ao Senado, além de Requião Filho, candidato do PDT ao governo estadual. Roberto Requião, pai de Requião Filho, também participou do evento. Em 2022, ele havia disputado o governo do Paraná e obtido 26,23% dos votos, contra 69,64% de Ratinho Junior, vencedor no primeiro turno.

A agenda de Lula faz parte de um giro pela região Sul. Na sexta-feira (11), em Porto Alegre, ele criticou Donald Trump, presidente dos Estados Unidos, e afirmou que nenhum chefe de Estado estrangeiro deveria interferir nas eleições brasileiras. Também abordou fraudes no INSS e responsabilizou a oposição por problemas ligados à Previdência.

No mesmo sábado, em Cabo Frio (RJ), Flávio Bolsonaro afirmou que indicaria cinco ministros para o STF caso fosse eleito, considerando um eventual impeachment de Alexandre de Moraes. Ele também associou Lula ao ministro e disse que quem votasse no presidente estaria votando em Moraes. Uma agenda de Lula em Florianópolis, prevista para domingo (13), foi cancelada.

Texto produzido pela Redação Nexo Econômico com apoio de inteligência artificial a partir de fontes públicas, com revisão editorial. Erros? Fale conosco.

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