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Plano de Dark Horse previa até US$ 100 milhões em bilheteria no Brasil

Relatório da Polícia Federal mostra três cenários de arrecadação para cinebiografia ficcional de Jair Bolsonaro, ainda em pós-produção.

Plano de Dark Horse previa até US$ 100 milhões em bilheteria no Brasil
Foto: Reprodução

Um plano de negócios enviado ao ex-banqueiro Daniel Vorcaro projetava que o filme Dark Horse poderia arrecadar entre US$ 45 milhões e US$ 100 milhões no Brasil. O documento, localizado no celular do dono do extinto Banco Master, trabalhava com três cenários: pessimista, de US$ 45 milhões; intermediário, de US$ 70 milhões; e otimista, de US$ 100 milhões.

As projeções aparecem em um relatório da Polícia Federal divulgado na última sexta-feira (11). Na mesma data, o ministro André Mendonça, do Supremo Tribunal Federal (STF), retirou o sigilo de inquéritos derivados das investigações sobre o colapso do Banco Master.

O material é identificado como Plano de Negócio Capitão do Povo V5. Segundo a investigação, ele foi enviado a Vorcaro pelo empresário Thiago Miranda, apontado como intermediário entre o banqueiro e a família Bolsonaro nas negociações relacionadas ao filme.

O senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ), candidato à Presidência da República, confirmou que pediu recursos a Vorcaro para a produção. Ele afirma que não houve uso de dinheiro público no longa-metragem.

Metas comparadas com recordes

Pela cotação do dólar de 11 de setembro de 2026, os três cenários equivaleriam a aproximadamente R$ 230 milhões, R$ 356 milhões e R$ 509 milhões, respectivamente.

O Anuário Estatístico do Audiovisual Brasileiro 2025, da Agência Nacional do Cinema (Ancine), registra Nada a Perder, de 2018, como o filme brasileiro de maior bilheteria. Dirigido por Alexandre Avancini e estrelado pelo bispo Edir Macedo, o longa arrecadou R$ 120 milhões e foi visto por 12.184.373 pessoas.

Mesmo a estimativa pessimista de Dark Horse ultrapassaria esse valor. Já a projeção otimista de US$ 100 milhões, equivalente a cerca de R$ 509 milhões, ficaria acima da arrecadação de Divertida Mente 2, de R$ 442,1 milhões, recorde geral de bilheteria no Brasil entre produções nacionais e estrangeiras.

Com o preço médio do ingresso no país em R$ 20,40, os R$ 230 milhões do cenário pessimista exigiriam pouco mais de 11,2 milhões de espectadores.

Filme sobre Jair Bolsonaro

Ainda em pós-produção, Dark Horse tem estreia mundial marcada para 11 de setembro de 2026. A obra é apresentada como uma cinebiografia ficcional de Jair Bolsonaro.

No trailer divulgado em maio de 2026 por Flávio Bolsonaro, o ex-presidente aparece como um vencedor improvável que sobrevive a uma tentativa de assassinato. A trama se concentra no ataque a faca sofrido por Bolsonaro durante um comício em Juiz de Fora (MG), em setembro de 2018.

Na versão do roteiro, o atentado é retratado como parte de uma conspiração envolvendo adversários políticos e o crime organizado. A narrativa também inclui cenas de um jovem Bolsonaro, ainda militar do Exército nos anos 1980, combatendo o tráfico de drogas.

Para sustentar a estratégia de alcance internacional, a produção escalou Jim Caviezel para interpretar Bolsonaro e contratou o diretor Cyrus Nowrasteh. Os dois são citados em conversas de Flávio Bolsonaro analisadas pela Polícia Federal.

Caviezel protagonizou, em 2023, Sound of Freedom (Som da Liberdade), filme que recebeu críticas por supostamente dialogar com teorias da conspiração ligadas ao movimento QAnon. O ator discursou sobre o tema em conferências associadas ao movimento nos Estados Unidos, mas nega vínculo entre o filme e a teoria.

A representação ficcional do atentado difere da conclusão da Polícia Federal sobre o caso real. A investigação apontou que Adélio Bispo de Oliveira, autor do ataque, agiu sozinho.

Texto produzido pela Redação Nexo Econômico com apoio de inteligência artificial a partir de fontes públicas, com revisão editorial. Erros? Fale conosco.

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