Os planos de governo dos candidatos ao governo de Minas Gerais apresentam propostas diferentes para a infraestrutura rodoviária e o transporte metropolitano. As medidas incluem concessões, reforço do Departamento de Estradas de Rodagem de Minas Gerais (DER-MG), integração entre ônibus e metrô, expansão ferroviária e estatização de serviços.
A situação das estradas é um dos pontos de partida dos documentos. Minas Gerais tem mais de 270 mil km de rodovias, sendo cerca de 27,5 mil km estaduais. Em uma avaliação de 7,1 mil km sob responsabilidade estadual, a Confederação Nacional do Transporte classificou 43,3% dos trechos como péssimos ou ruins, 42,5% como regulares e 14,2% como bons ou ótimos.
No transporte metropolitano, o DER-MG registrou 5.434 reclamações nos primeiros sete meses deste ano, média de 25 por dia. Descumprimento de horários, recusa de passageiros e superlotação estão entre as queixas.
Alexandre Kalil (PDT) propõe um diagnóstico da malha estadual e um programa permanente de conservação. Ele defende usar recursos do Rodoanel juridicamente passíveis de redestinação na recuperação de estradas e criar uma política de segurança viária baseada nos locais e horários com mais acidentes. Também propõe regras mais claras para concessões, fiscalização, penalidades e tarifas. Para o transporte metropolitano, sugere planejar ônibus, metrô e outros modais como uma rede integrada.
Ben Mendes (Missão) quer transferir à iniciativa privada todos os lotes rodoviários economicamente sustentáveis nos dois primeiros anos de governo. A cobrança de pedágio começaria depois de obras de duplicação e terceira faixa. Ele também propõe reduzir o prazo de licenciamento para até 90 dias, reestruturar o DER-MG e criar um aplicativo para denúncias sobre buracos. Para o transporte, defende o transporte regional ferroviário de passageiros.
Cleitinho Azevedo (Republicanos) prioriza investimentos públicos, fiscalização de concessões e fortalecimento do DER-MG. O reajuste do pedágio ficaria condicionado à conclusão de intervenções previstas. O candidato também propõe um painel digital sobre contratos e obras e, no transporte metropolitano, fiscalização por desempenho e integração tarifária, física e operacional.
Flávio Roscoe (PL) defende ampliar as malhas rodoviária e ferroviária e reservar uma cota mínima anual do orçamento de infraestrutura para as regiões Norte, Jequitinhonha e Mucuri. O plano não detalha medidas para o transporte metropolitano.
Gabriel (MDB) propõe diagnósticos anuais, contratos plurianuais de manutenção e um núcleo técnico estatal para estruturar projetos e fiscalizar contratos. Para o transporte, defende integração por bilhetagem entre sistemas municipais e metropolitanos, além de estudos sobre regularidade, tempo de viagem, lotação, confiabilidade e custos.
Henrique Áreas (PCO) não apresenta propostas específicas para rodovias ou transporte metropolitano. O plano defende passe livre para desempregados e trabalhadores da economia informal.
Indira Xavier (UP) propõe ampliar recursos para manutenção, revisar concessões, reduzir pedágios e elevar as contrapartidas das empresas. Também defende fortalecer o DER-MG, estatizar o transporte coletivo e implantar um trem urbano de passageiros em toda a Grande BH.
Mateus Simões (PSD), candidato à reeleição, propõe contratos orientados por resultados, investimentos baseados em planejamento logístico e ampliação de parcerias e concessões. Para os ônibus metropolitanos, defende integração com o metrô.
Patrus Ananias (PT) propõe recuperação permanente das rodovias, com prioridade para pavimento, drenagem, pontes, acostamentos e sinalização. Também defende sistemas inteligentes de transporte, terminais intermodais, expansão do metrô e recuperação de trechos ferroviários estratégicos.
Rafael Duda (PSTU) propõe estatizar os ônibus e criar uma empresa única, sob controle de funcionários e usuários, integrando ônibus, trens e metrôs. O plano não apresenta medidas para as rodovias estaduais.
Túlio Lopes (PCB) defende estatizar as linhas de ônibus e criar a Empresa Mineira de Transportes, com tarifa zero financiada pela Compensação Financeira pela Exploração de Recursos Minerais (CFEM). Também propõe conselhos populares, Veículos Leves sobre Trilhos e a recuperação e estatização da malha ferroviária. O plano não cita propostas para as rodovias estaduais.



