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Política

TRE-SP barra propaganda de Tarcísio com participação de Ricardo Nunes

Tribunal entendeu que o prefeito atuou como apoiador e excedeu o limite legal de participação em uma peça de 30 segundos.

Tarcísio é proibido de usar Ricardo Nunes em campanha; entenda
Foto: Reprodução

O Tribunal Regional Eleitoral de São Paulo (TRE-SP) determinou, na sexta-feira (26), a retirada de uma propaganda de Tarcísio de Freitas (Republicanos) que tinha a participação do prefeito Ricardo Nunes (MDB). A decisão também ordenou que as emissoras de televisão interrompessem a veiculação do material.

A maioria dos integrantes do tribunal avaliou que Nunes apareceu como apoiador eleitoral e ultrapassou o limite previsto para esse tipo de participação. O prefeito falou por cerca de 14 segundos em uma inserção com duração total de 30 segundos. Pela legislação, um apoiador pode ocupar até 25% do tempo da propaganda — o equivalente a aproximadamente sete segundos nesse caso.

Fundamentação da decisão

A medida foi tomada após recurso apresentado pela coligação “Desperta São Paulo”, formada por PDT, PSB, Federação Brasil da Esperança — composta por PT, PCdoB e PV — e Federação PSOL/Rede.

O vídeo mostrava ações conjuntas da Prefeitura de São Paulo e do governo estadual, com referências aos programas “Pode Entrar” e “Casa Paulista”. Ricardo Nunes aparecia com Tarcísio para falar sobre realizações e parcerias entre as duas administrações.

Para o TRE-SP, a posição de Nunes como prefeito da capital e sua presença na apresentação das ações poderiam conferir prestígio político à candidatura de Tarcísio. Com esse entendimento, os juízes classificaram a participação como apoio eleitoral, e não apenas como interlocução institucional.

Defesa vai recorrer

A campanha de Tarcísio informou que contestará a decisão nas instâncias eleitorais. Em nota, afirmou que a propaganda apresentava uma parceria e uma prestação de contas, sem pedido de voto ou declaração explícita de apoio de Nunes. “não havia qualquer incorreção na propaganda que trazia Ricardo Nunes e Tarcísio de Freitas em um contexto de parceria e de prestação de contas”, declarou a defesa.

A campanha também mencionou votos divergentes no tribunal, nos quais os magistrados não reconheceram irregularidade no material. A assessoria de Ricardo Nunes não havia respondido ao pedido de manifestação até a publicação da informação.

Texto produzido pela Redação Nexo Econômico com apoio de inteligência artificial a partir de fontes públicas, com revisão editorial. Erros? Fale conosco.

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