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Tecnologia

Falhas em componentes do TikTok permitiram testar acesso à câmera e às fotos

Pesquisadores combinaram vulnerabilidades encontradas com auxílio de uma IA modificável para alcançar funções protegidas de um celular.

Falhas em componentes do TikTok permitiram testar acesso à câmera e às fotos

Pesquisadores da empresa de segurança cibernética DepthFirst demonstraram que uma sequência de vulnerabilidades em componentes de código aberto usados pelo TikTok poderia permitir o acesso remoto à câmera e ao rolo de fotos de um celular com o aplicativo instalado. O TikTok foi informado sobre o problema e corrigiu as falhas identificadas.

Em um dos testes, a equipe conseguiu visualizar a câmera e as imagens armazenadas no aparelho. A demonstração foi feita para verificar se as brechas encontradas poderiam ser exploradas e não indica que exista atualmente uma vulnerabilidade conhecida que permita a qualquer usuário acessar esses recursos de outros usuários da plataforma.

Como as brechas foram combinadas

A investigação contou com o modelo de inteligência artificial GLM, desenvolvido pela empresa chinesa Z.ai. A ferramenta foi usada para analisar códigos e localizar pontos que poderiam ser explorados. O modelo é gratuito e pode ser alterado pelos próprios usuários, o que permitiu aos pesquisadores adaptá-lo e combiná-lo com outros recursos.

A identificação de uma vulnerabilidade isolada não bastava para chegar às funções protegidas do celular. Os pesquisadores reuniram diferentes brechas e montaram uma sequência capaz de avançar pelo sistema até alcançar recursos do aparelho.

Nesse processo, a inteligência artificial ajudou a examinar grandes volumes de código, indicar trechos potencialmente problemáticos e verificar se as suspeitas poderiam ser exploradas. A ferramenta, porém, não conduziu sozinha o ataque: os pesquisadores fizeram a análise e combinaram as falhas encontradas.

Uso defensivo e risco de ataques

A possibilidade de empregar modelos de IA na busca por vulnerabilidades amplia a velocidade desse tipo de investigação. Atividades que exigem conhecimento especializado, como procurar sistemas expostos e testar formas de exploração, podem ser automatizadas em parte.

A mesma capacidade também pode ser aproveitada por hackers. Modelos que podem ser baixados e modificados livremente permitem que criminosos adaptem ferramentas para localizar brechas e automatizar ataques. Com isso, a tecnologia pode acelerar tanto o trabalho de quem protege sistemas quanto o de quem tenta invadi-los.

Após receber o aviso sobre o problema, o TikTok corrigiu as vulnerabilidades encontradas pela equipe da DepthFirst.

Texto produzido pela Redação Nexo Econômico com apoio de inteligência artificial a partir de fontes públicas, com revisão editorial. Erros? Fale conosco.

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