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Adolescentes são maioria entre investigados por grupos ligados à morte de menina

Seis adolescentes foram apreendidos em operação que investigou grupos fechados acusados de incentivar violência e suicídio.

Adolescentes são maioria entre investigados por grupos ligados à morte de menina
Foto: Mauro Pimentel/Afp

Seis adolescentes, com idades entre 14 e 17 anos, foram apreendidos na investigação de grupos virtuais relacionados à morte de uma menina de 13 anos em Mato Grosso do Sul. Um adulto também foi identificado. A operação apura suspeitas de escravidão digital e indução ao suicídio.

A ação foi deflagrada pela Polícia Civil de Mato Grosso do Sul nesta terça-feira (15). As medidas foram cumpridas na Bahia, no Distrito Federal, no Rio de Janeiro, no Rio Grande do Sul e em São Paulo. Houve participação do Ciberlab (Laboratório de Operações Cibernéticas) do Ministério da Justiça.

Foram realizadas buscas em imóveis e apreensões relacionadas aos adolescentes. O planejamento envolveu atuação simultânea em cinco estados para evitar alertas na internet e impedir a destruição de provas digitais, informou o Ministério da Justiça.

Como funcionavam os grupos

Conhecidos como “panelas”, os grupos eram fechados e aceitavam integrantes somente por convite. A polícia identificou administradores, recrutadores, moderadores e participantes que incentivavam automutilação, violência e suicídio.

A aproximação dos alvos começava em redes sociais e plataformas de conversa. Os investigados usavam perfis falsos e, em alguns casos, fingiam ter a mesma idade ou o mesmo sexo das pessoas abordadas. Depois de conquistar a confiança, faziam o convite para os grupos.

A recusa poderia resultar em chantagem, manipulação psicológica e coerção. Para intimidar as vítimas, eram usadas fotos, nomes e telefones de familiares. Segundo os investigadores, os seis adolescentes apreendidos tinham funções na administração das comunidades e na execução de intimidações e pressão psicológica.

As “panelas” também disputavam reconhecimento entre si. Quanto mais extremo fosse o conteúdo produzido, maior seria o “hype”, expressão usada pelos integrantes para designar o reconhecimento dentro dos grupos. O Ministério da Justiça informou que os participantes migravam entre redes sociais, fóruns e servidores temáticos.

A análise de celulares, computadores e outras mídias apreendidas na primeira fase permitiu apontar novos envolvidos. Uma das pessoas identificadas dizia ser amiga da menina que morreu em julho. Parte das possíveis vítimas não havia contado aos pais sobre as ameaças.

Posicionamento do Discord

O Discord afirmou que tem compromisso com a segurança dos usuários, exige idade mínima de 13 anos e oferece a Central da Família. A empresa disse que o caso envolveu múltiplas plataformas e que as evidências entregues às autoridades indicam que a morte ocorreu em outra plataforma. Segundo a empresa, o servidor privado investigado foi desativado antes da morte da adolescente.

Texto produzido pela Redação Nexo Econômico com apoio de inteligência artificial a partir de fontes públicas, com revisão editorial. Erros? Fale conosco.

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