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Operação Lívia: grupo teria levado transmissão de morte a quatro plataformas

Polícia Civil de Mato Grosso do Sul investiga seis adolescentes e aponta possível participação de outras vítimas na rede.

Operação Lívia: grupo teria levado transmissão de morte a quatro plataformas
Foto: Reuters

A transmissão da morte de uma adolescente de 13 anos foi transferida entre quatro plataformas na madrugada de 22 de julho, conforme os canais eram derrubados. A sequência passou por Zangi, Telegram, Discord e Instagram, segundo a Polícia Civil de Mato Grosso do Sul.

A nova etapa da Operação Lívia levou à apreensão de seis adolescentes, com idades entre 13 e 17 anos. A delegada Anne Karine Trevizan afirmou que eles poderão responder por atos infracionais análogos aos crimes de homicídio qualificado e organização criminosa. Durante os depoimentos, segundo a delegada, não demonstraram arrependimento.

A polícia afirma que o grupo usava perfis falsos em redes abertas para se aproximar de jovens vulneráveis, obter dados pessoais e empregá-los em ameaças e chantagens. Chamado de panela pelos integrantes, o grupo virtual existia havia cerca de dois anos. A vítima estava nele havia cerca de três meses, depois de retornar da Espanha, onde morava com o pai e uma irmã.

Investigação e plataformas

A adolescente teria recebido ordens para praticar automutilação. Imagens analisadas pela perícia mostram marcas em seu corpo associadas aos nomes de lideranças da rede. A investigação também aponta a participação de outra adolescente de 13 anos, moradora de uma cidade do interior de São Paulo e considerada amiga pela vítima. Ela teria obtido dados pessoais da jovem e repassado as informações aos demais integrantes.

O Ciberlab, do Ministério da Justiça, notificou as empresas responsáveis pelas plataformas. No Discord, a derrubada do canal levou 28 minutos. O serviço afirmou ter desativado o servidor privado usado pelo grupo antes da morte e disse manter equipes e tecnologia para remover conteúdos que violem suas regras. A Meta declarou cooperar com as autoridades.

A análise dos aparelhos apreendidos encontrou indícios de que outras adolescentes podem ter sido vítimas. A Polícia Civil continua a extração e a perícia dos dados.

Ao todo, a operação soma 12 pessoas apreendidas ou presas: os seis adolescentes da nova etapa, outros cinco adolescentes e um adulto detidos na primeira fase. A Justiça poderá analisar internação provisória por até 45 dias. O adulto responde por suspeita de homicídio qualificado, organização criminosa e maus-tratos contra animais.

Texto produzido pela Redação Nexo Econômico com apoio de inteligência artificial a partir de fontes públicas, com revisão editorial. Erros? Fale conosco.

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