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Araxá combina mineração, turismo e histórias de transformação

Município mineiro reúne a maior reserva de nióbio do planeta, águas termais e moradores que buscam construir novos caminhos.

Araxá combina mineração, turismo e histórias de transformação

Araxá reúne atividades de mineração, turismo ligado às águas termais e trajetórias de moradores que encontraram no município uma oportunidade de reconstruir a vida. O nome da cidade vem do tupi-guarani e significa “lugar de onde primeiro se avista o sol”.

A força econômica da mineração convive com a tradição da estância hidromineral. Araxá tem a maior reserva de nióbio do planeta, elemento usado na fabricação de veículos, baterias, novas tecnologias, na indústria e na construção civil. A cidade concentra nióbio suficiente para abastecer o mundo por mais dois séculos.

Cerca de 80% do material comercializado no planeta é retirado do município. Uma companhia que explora nióbio na região há sete décadas produz 150 mil toneladas de produtos por ano, além de reunir quase 2 mil funcionários e 2 mil fornecedores.

Outra mineradora, da Austrália, pesquisa no solo de Araxá a presença de elementos associados às terras raras. O projeto prevê investimento de quase R$ 3 bilhões, com expectativa de gerar cerca de 500 empregos e produzir 40 mil toneladas por ano.

Histórias de quem vive na cidade

Lucia Maria nasceu em Goiás, mudou-se para Uberlândia e passou a infância e a adolescência em situação de rua. Aos 15 anos de idade, foi convidada por uma amiga para trabalhar em Araxá. Na cidade, teve sete filhos e adotou mais cinco. Aos 60 anos, afirma que o voto deve considerar as necessidades da população, especialmente em áreas como pobreza e saúde.

Heberth Adriano trabalha como estagiário no fórum, mototaxista e zelador de uma casa enquanto cursa direito. Seu objetivo é se tornar advogado. Rosilene Maria Borges ficou paraplégica depois de um acidente e se mudou para Araxá para retomar a rotina. “Depois que sofri o acidente, decidi vir para Araxá, tem oito anos que estou aqui”, afirmou.

A cidade ganhou quase dois mil eleitores em quatro anos, e sete em cada dez moradores podem votar. O eleitorado com deficiência ficou quatro vezes maior que o registrado nas últimas eleições gerais.

Além da riqueza mineral, Araxá é conhecida pelas águas sulfurosas e radioativas, às quais são atribuídas propriedades terapêuticas. O Complexo do Barreiro, o Grande Hotel e as experiências com águas termais impulsionam a fama turística do município. Na chamada “Suíça das Águas”, a fonte Dona Beja é uma das mais procuradas. O local é associado à história de Ana Jacinta de São José, conhecida como Dona Beja, personalidade brasileira do século XIX.

Texto produzido pela Redação Nexo Econômico com apoio de inteligência artificial a partir de fontes públicas, com revisão editorial. Erros? Fale conosco.

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