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Estupros sobem em São Paulo, enquanto roubos e homicídios recuam no ano

Estado registrou alta de 6% nos estupros de janeiro a agosto, mas teve queda em roubos, furtos, latrocínios e homicídios.

Estupros sobem em São Paulo, enquanto roubos e homicídios recuam no ano
Foto: Divulgação SSP

O estado de São Paulo registrou 10.217 estupros nos oito primeiros meses de 2026, ante 9.639 no mesmo período de 2025. A alta foi de 6%, segundo as estatísticas criminais divulgadas nesta quarta-feira (30) pela Secretaria de Segurança Pública (SSP).

Em agosto, foram 1.307 registros, contra 1.253 no mesmo mês do ano anterior, crescimento de 4,3%. Na cidade de São Paulo, o aumento acumulado foi maior: 2.190 casos de janeiro a agosto, contra 1.948 em 2025, alta de 12,4%. Considerando apenas agosto, os registros passaram de 243 para 283, avanço de 17,7%.

Crimes violentos

Os latrocínios — roubos seguidos de morte — aumentaram no estado em agosto, de 8 vítimas em 2025 para 12 em 2026. Na capital paulista, 4 pessoas morreram nesse tipo de crime, o dobro do registrado no mesmo mês do ano anterior.

No acumulado de janeiro a agosto, porém, houve recuo: de 94 vítimas em 2025 para 59 em 2026, redução de 37,2%. Na cidade de São Paulo, o total caiu de 26 para 20, queda de 23%.

Os homicídios dolosos também tiveram comportamentos diferentes conforme o período analisado. Em agosto, o estado registrou 200 casos, contra 193 em 2025, alta de 3,6%. No acumulado do ano, foram 1.549 ocorrências, ante 1.688 no ano anterior, redução de 8,2%.

Na capital, o total de janeiro a agosto caiu de 350 para 304, recuo de 13,1%. Em agosto, entretanto, subiu de 36 para 39, aumento de 8,3%.

Os feminicídios ficaram próximos no acumulado estadual: foram 170 casos nos oito primeiros meses de 2026, contra 168 em 2025. Apenas em agosto, o número passou de 15 para 19. Na cidade de São Paulo, o acumulado caiu de 42 para 34, redução de 19%, enquanto os registros do mês cresceram de 3 para 7.

A SSP informou ainda que prisões e apreensões por violência doméstica aumentaram de 1.865 para 2.487 nos primeiros oito meses do ano, alta de 33,4%. Para Cristiane Braga, coordenadora das Delegacias de Defesa da Mulher, as polícias Civil e Militar têm integrado mais as estratégias contra esse tipo de violência.

"Esse é um fenômeno complexo, que envolve aspectos sociais, familiares e culturais", afirmou a delegada.

Roubos e furtos

Os roubos em geral registraram em agosto o menor resultado do ano no estado. Foram 10.556 ocorrências, contra 13.235 no mesmo mês de 2025, redução de 20,2%. A SSP informou que esse foi o menor número para agosto desde o início da série histórica, em 2001.

De janeiro a agosto, os registros passaram de 112.766 para 93.001, queda de 17,5%. Foi a primeira vez que o indicador ficou abaixo de 100 mil ocorrências no período.

Os furtos em geral recuaram de 45.670 para 37.023 casos em agosto, redução de 18,9%. Os furtos de veículos passaram de 7.204 para 6.855, queda de 4,8%. Segundo a secretaria, os dois indicadores chegaram ao segundo menor nível desde 2001.

O secretário da Segurança Pública, Osvaldo Nico Gonçalves, atribuiu as reduções à atuação das polícias e ao trabalho de investigação.

Texto produzido pela Redação Nexo Econômico com apoio de inteligência artificial a partir de fontes públicas, com revisão editorial. Erros? Fale conosco.

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