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Comprimido do Wegovy mantém perda de peso após troca de injeções, mostra estudo

Pesquisa com 194 pacientes apontou perda média de 4,1% do peso em três meses após a mudança para a semaglutida oral.

Comprimido do Wegovy mantém perda de peso após troca de injeções, mostra estudo
Foto: Tom Little/Reuters

Pacientes que trocaram medicamentos injetáveis contra a obesidade pelo comprimido diário Wegovy continuaram perdendo peso, segundo um estudo divulgado nesta quarta-feira (30) no congresso da Associação Europeia para o Estudo do Diabetes (EASD), em Milão.

A pesquisa acompanhou 194 pessoas que passaram a usar semaglutida oral, princípio ativo presente no Wegovy e no Ozempic. Entre os tratamentos anteriores estavam o Wegovy injetável e o Zepbound, da Eli Lilly. Ao longo de três meses, a perda média foi de 4,1% do peso corporal, ou cerca de 4 kg, considerando o peso inicial médio de 100,5 kg.

A parcela dos participantes classificados como clinicamente obesos caiu de 87,1% para 65,5% depois da mudança. Quase 41% perderam pelo menos 5% do peso corporal.

Martin Holst Lange, diretor científico da Novo Nordisk, afirmou que os resultados respondem a dúvidas sobre a adesão ao tratamento oral. “Claramente, muitos pacientes obtêm resultados ainda melhores com ele do que com os medicamentos injetáveis”, disse.

Disponibilidade e mercado

O Wegovy em comprimidos ainda não está disponível no Brasil. No país, a Novo Nordisk oferece apenas a versão injetável.

O comprimido já foi lançado nos Estados Unidos, no Reino Unido, na Alemanha e nos Emirados Árabes Unidos. A empresa prevê lançamentos em outros mercados nos próximos trimestres.

De acordo com apresentações da Novo Nordisk feitas no início deste mês, os tratamentos orais passaram a representar cerca de um terço das prescrições contra a obesidade nos Estados Unidos desde o lançamento do comprimido. A companhia também conquistou mais de 80% das novas prescrições de medicamentos orais.

O estudo foi elaborado em colaboração com a empresa americana de telessaúde Ro. Os dados refletem a prática clínica, mas dependem parcialmente de informações fornecidas pelos próprios pacientes e não estabelecem relação direta de causa e efeito, como ocorre em estudos randomizados.

Mike Doustdar, CEO da Novo Nordisk, afirmou na semana passada que os comprimidos para perda de peso poderiam alcançar até metade do mercado global de medicamentos contra a obesidade. Estimativas de analistas indicam que esse mercado pode movimentar US$ 100 bilhões (cerca de R$ 520 bilhões) por ano ou mais até o fim da década.

Texto produzido pela Redação Nexo Econômico com apoio de inteligência artificial a partir de fontes públicas, com revisão editorial. Erros? Fale conosco.

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