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Defesa de Vorcaro nega ameaças e pede liberdade após depoimento à PF

Advogados dizem que mensagens foram desabafos privados e negam violência, acesso ilegal a sistemas e plano de fuga.

Defesa de Vorcaro nega ameaças e pede liberdade após depoimento à PF
Foto: Uol

A defesa de Daniel Vorcaro, do Banco Master, afirmou que as mensagens atribuídas ao ex-banqueiro no inquérito sobre “A Turma” eram manifestações privadas feitas em momentos de indignação. Os advogados negaram que ele tenha praticado, ordenado ou participado de ameaças, perseguições, intimidações ou atos de violência.

Vorcaro prestou depoimento à Polícia Federal por cerca de duas horas, nesta quarta-feira (30), em formato virtual. A investigação apura o grupo que seria usado para intimidar pessoas consideradas adversárias do banco.

Em nota, a defesa sustentou que os diálogos foram retirados de seu contexto e que não produziram consequências práticas nem representaram risco real a terceiros. “Jamais redundaram em consequências práticas ou em qualquer risco real a terceiros”, afirmaram os advogados.

Mensagens citadas na investigação

A decisão do ministro André Mendonça, do Supremo Tribunal Federal, que determinou nova prisão de Vorcaro em março deste ano, menciona mensagens dirigidas ao jornalista Lauro Jardim, do jornal O Globo. Em uma delas, Vorcaro fala em colocar pessoas para seguir o jornalista e obter informações sobre ele. Luiz Phillipi Mourão, conhecido como Sicário, responde que faria isso. Em outro diálogo, Vorcaro menciona uma agressão física contra Jardim durante um assalto.

Segundo a Polícia Federal, Mourão recebia R$ 1 milhão por mês. As atividades atribuídas a ele incluíam acesso a informações sigilosas, coação e produção de dossiês. Mourão morreu por suicídio na cela da Superintendência da PF de Minas Gerais em 4 de março, após ser preso em uma fase da operação Compliance Zero, que investiga o banco.

A defesa disse que Vorcaro conhecia apenas Mourão entre os integrantes de “A Turma” e que mantinha com ele um contrato formal para serviços de inteligência e segurança digital. Os advogados também negaram que o nome do grupo identificasse uma estrutura organizada ou que houvesse prática criminosa atribuível ao ex-banqueiro.

A PF identificou ainda consultas a processos sigilosos feitas com logins funcionais de servidores do Ministério Público Federal. A defesa afirmou que Vorcaro sempre buscou medidas jurídicas e oficiais e que não pediu acesso indevido a sistemas restritos.

Os advogados negaram a existência de um plano de fuga. Vorcaro foi preso na noite de 17 de novembro de 2025, quando se preparava para embarcar em um jato particular com destino a Malta. A defesa declarou que a viagem havia sido comunicada a autoridades e que existiam reservas antecipadas e registro de plano de voo.

Por fim, pediu que ele aguarde em liberdade o encerramento das investigações, alegando que não há acusação formal ou denúncia contra ele e que os motivos da prisão não permanecem.

Texto produzido pela Redação Nexo Econômico com apoio de inteligência artificial a partir de fontes públicas, com revisão editorial. Erros? Fale conosco.

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