MATO RICO — A família de uma menina de 11 anos pediu uma medida protetiva contra um homem de 33 anos investigado por abuso sexual e por gravar a criança seminua com um celular escondido em um banheiro. O suspeito fazia parte do convívio familiar da menina e não havia sido localizado até a última atualização do caso.
A Polícia Militar foi chamada depois que a mãe denunciou a situação, mas não encontrou o homem na casa da família. A denúncia ocorreu na quarta-feira (16), quando a criança contou à mãe o que havia acontecido.
Relato da criança
Segundo o delegado William Gama Assunção, a menina disse que o homem tocava suas partes íntimas enquanto brincava de fazer cócegas. O policial afirmou que a investigação por estupro de vulnerável não depende necessariamente da ocorrência de conjunção carnal.
A criança também relatou que, naquele dia, o homem pediu para usar o banheiro antes dela. Quando entrou no local, percebeu um celular escondido, com a câmera direcionada para a área onde tiraria a roupa. Ela afirmou que a situação já havia ocorrido outras vezes.
A mãe acessou a pasta de itens excluídos da galeria do aparelho e encontrou vídeos que, segundo a polícia, confirmaram o relato da menina. A identidade do investigado e o vínculo dele com a vítima não foram divulgados para preservar a criança.
Canais de denúncia
Casos suspeitos de abuso ou exploração sexual contra crianças e adolescentes podem ser comunicados à Polícia Militar pelo 190, em situações urgentes, ou à Polícia Civil pelo 197. O SAMU atende emergências médicas pelo 192, e o Disque Direitos Humanos recebe denúncias pelo 100.
A delegada Anielen Magalhães orientou familiares a observar mudanças no comportamento das crianças. “Acreditem nas crianças, nos adolescentes”, declarou. Entre os sinais citados por ela estão falas muito sexualizadas e comportamento muito reprimido.


