Leitores discutiram a investigação que envolve Milton Leite e sua relação com empresas de ônibus. Vilarino E. da Costa, de Viamão (RS), associou o caso ao patrimonialismo e afirmou que a situação se agrava quando políticos se relacionam com o crime organizado. Albino Alvarez, de São Paulo (SP), questionou a origem da influência de Leite na política paulistana e o papel da imprensa em investigá-la.
Outro grupo de cartas tratou de investimentos do Digimais, banco de Edir Macedo, em papéis que teriam sido usados pelo Master em uma fraude. Pierre Laville, de Salvador (BA), criticou o uso de recursos que, segundo ele, seriam retirados dos mais pobres. Jair Pereira, de Medianeira (PR), afirmou que não associa desvios financeiros à religião e disse haver pessoas envolvidas em crimes em diferentes instituições.
Mensagens atribuídas a um ministro do STJ e as relações de Vorcaro com autoridades também foram tema dos leitores. Antonio E. A. Barros, de São Luís (MA), defendeu que os casos sejam analisados em conjunto. Renato Simões, de São Paulo (SP), disse que Vorcaro teria buscado apoio tanto na esquerda quanto na direita. Outros leitores divergiram sobre Gilmar: Maria Eloisa Montero Miguez afirmou que o ministro não se vendeu, enquanto Valter Luiz Peluque, de São Paulo (SP), defendeu a apuração dos relacionamentos, mas disse que contatos, sem fatos comprometedores, não bastam para incriminar alguém.
As cartas também mencionaram o STF. Manoel R. Alves, de Caetité (BA), afirmou que o tribunal é o guardião da democracia e criticou a imprensa.
O transporte público foi outro assunto. Luiz Fonseca, de São Paulo (SP), avaliou que os ônibus atuais são melhores que os do passado. Priscila H. Franco, também da capital paulista, criticou as condições do serviço, citando sol e chuva, veículos ruins, motoristas agressivos e passagens caras.
Por fim, Anita P. de Melo, de Uberlândia (MG), comentou a transferência do elefante Sandro, que vivia em Sorocaba (SP), para um santuário em Mato Grosso. Ela afirmou que o animal poderá viver os últimos anos com dignidade e criticou o uso político da situação pelo prefeito de Sorocaba.



