BELÉM — O 32º Grito dos Excluídos e das Excluídas reuniu manifestantes no sábado (5), no bairro da Terra Firme, em Belém. A caminhada defendeu a permanência das famílias no território, melhores condições de moradia e a preservação do rio Tucunduba.
A concentração ocorreu no barracão do Boi Marronzinho, de onde os participantes seguiram até a área prevista para a construção do Parque Linear do Tucunduba. O ato teve como tema “Vida em Primeiro Lugar!” e lema “Na defesa da Terra, da Paz e da Moradia, erguemos a voz: Mulheres Vivas e Soberania!”.
Entre as questões apresentadas pelos movimentos estão os problemas de saneamento, a insegurança fundiária, a redução de áreas verdes e as ameaças de remoção associadas às intervenções urbanas na região. As organizações defenderam uma urbanização capaz de melhorar moradia, saneamento e infraestrutura sem retirar os moradores da Terra Firme.
Os movimentos também questionaram aspectos do projeto do Parque Linear do Tucunduba, especialmente a retirada de vegetação prevista nas obras. Para as organizações, a recuperação ambiental e a ampliação do saneamento devem ocorrer sem comprometer a navegabilidade do rio.
O Tucunduba é utilizado por produtores das ilhas de Belém para transportar mercadorias até a feira da Terra Firme. A preservação do curso d’água, portanto, esteve entre as principais pautas da mobilização.
A programação incluiu intervenções políticas e culturais. Ao fim da caminhada, estavam previstos o plantio de mudas e um foto varal do projeto Periferia Viva-Tucunduba Verde e Resiliente, que reúne moradores, pesquisadores e poder público em ações sobre alagamentos, calor intenso e falta de áreas verdes na bacia do Tucunduba.



