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Morte de mulher atropelada em Ponta Porã passa a ser investigada como feminicídio

Mudança ocorreu após análise de câmeras e depoimentos; caso fez de agosto o mês com mais feminicídios registrados no estado.

Morte de mulher atropelada em Ponta Porã passa a ser investigada como feminicídio
Foto: Divulgação

A morte de Wandete Gois da Silva, de 58 anos, passou a ser investigada como feminicídio após novas análises de imagens de câmeras de monitoramento e depoimentos de testemunhas. O caso havia sido registrado inicialmente como homicídio culposo na direção de veículo automotor.

Wandete morreu na noite de 2 de agosto, depois de ser atropelada por um caminhão no km 102 da BR-463, na região do trevo de Santa Puitã. O principal suspeito é o marido da vítima, de 49 anos, que se apresentou à Delegacia de Atendimento à Mulher (DAM) acompanhado de advogados e foi preso em flagrante.

A Polícia Civil informou que a investigação continua sob sigilo para não prejudicar diligências ainda em andamento.

Investigação

Segundo o boletim de ocorrência, a Polícia Rodoviária Federal preservava o local quando as equipes chegaram. O corpo estava sobre a pista, na faixa no sentido Ponta Porã. Durante a perícia, foi encontrado um fragmento de plástico que aparentava ser parte do para-lama do veículo envolvido.

Testemunhas disseram à polícia que Wandete e o marido participavam de um encontro de caminhoneiros nas proximidades do distrito de Santa Puitã. O casal deixou o evento junto, mas não foi possível confirmar se os dois seguiram no mesmo veículo. Elas também relataram que o homem havia ingerido bebida alcoólica e estaria dirigindo o próprio caminhão.

Policiais civis localizaram o veículo na residência do casal e constataram que o para-lama de uma das rodas do lado esquerdo estava quebrado. Após nova análise técnica, a perícia confirmou que a peça encontrada na rodovia pertencia ao caminhão conduzido pelo suspeito. De acordo com o registro policial, ele se recusou a fazer o teste do bafômetro.

Registros no mês

Com a mudança na tipificação, agosto passou a ser o mês com o maior número de feminicídios registrados em Mato Grosso do Sul desde o início da série histórica. A tipificação foi criada em 2015 para homicídios de mulheres em razão da condição do sexo feminino, nos contextos previstos pela legislação.

Até então, o maior número em um único mês era de sete casos, registrado em janeiro de 2022. Outros sete meses haviam acumulado, no máximo, seis feminicídios.

Texto produzido pela Redação Nexo Econômico com apoio de inteligência artificial a partir de fontes públicas, com revisão editorial. Erros? Fale conosco.

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