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Política

Ratinho Junior se licencia e intensifica críticas a Sergio Moro no Paraná

Governador deixará o cargo a partir de quinta-feira (17) para apoiar Sandro Alex, que aparece atrás de Moro e Requião Filho nas pesquisas.

Ratinho Junior se licencia e intensifica críticas a Sergio Moro no Paraná
Foto: Divulgação PSD

O governador do Paraná, Ratinho Junior (PSD), anunciou que vai se licenciar do cargo a partir desta quinta-feira (17) para percorrer o estado ao lado de Sandro Alex (PSD), candidato ao governo estadual. A decisão ocorre durante a disputa eleitoral de outubro, na qual Sandro aparece atrás de Sergio Moro (PL) e de Requião Filho (PDT).

Pesquisa da Quaest realizada em 24 de agosto registrou Moro com 37% das intenções de voto, seguido por Requião Filho, com 21%, e Sandro Alex, com 15%. O levantamento foi registrado no Tribunal Superior Eleitoral sob o número PR-05388/2026. A diferença entre os dois candidatos que aparecem atrás de Moro está no limite da margem de erro, de três pontos percentuais para mais ou para menos.

Ratinho Junior afirmou que a licença permitirá a ele rodar o Paraná sem limitações de horário ao lado de Sandro Alex, que disputa pela primeira vez o Executivo estadual. O governador também elevou as críticas a Moro, líder da pesquisa, e fez um aceno ao ex-presidente Jair Bolsonaro (PL), que está em prisão domiciliar após ser condenado pela trama golpista.

Em vídeo divulgado nesta quarta-feira (16), Ratinho Junior chamou Moro de “funcionário público que gosta de mordomia” e afirmou que se afastou do ex-juiz quando ele “traiu Bolsonaro”. A gravação foi uma reação a uma postagem publicada por Moro na terça-feira (15), com uma declaração elogiosa feita pelo governador em 24 de abril de 2020.

Na ocasião, Moro deixava o cargo de ministro da Justiça e Segurança Pública do governo Bolsonaro. Ratinho Junior havia dito que ele era “o maior paranaense da história recente” e lamentado sua saída. No vídeo atual, o governador afirmou que, naquele momento, todos acreditavam que Moro era diferente e um juiz sério.

Disputa entre Moro e o grupo de Ratinho

O governador também defendeu a continuidade no Paraná e mudanças no Brasil, sem mencionar Ronaldo Caiado (PSD), candidato do PSD à Presidência. Caiado havia anunciado, ao lado de Ratinho Junior, que o paranaense seria seu ministro da Infraestrutura em caso de vitória.

Moro começou a campanha dizendo que não era adversário de Ratinho Junior, mas passou a tratar com mais ênfase de problemas relacionados à Copel (Companhia Paranaense de Energia). O serviço da empresa virou alvo de reclamações, especialmente entre produtores rurais, depois da privatização concluída no final de 2023, durante a gestão do governador.

A campanha de Moro também abriu uma frente na Justiça Eleitoral. No último dia 13, Sandro Alex foi proibido de promover atos de campanha ligados, no tempo ou no espaço, a eventos oficiais com convocação de servidores públicos. O descumprimento poderia resultar em multa de R$ 100 mil.

Requião Filho, que votou contra a privatização da Copel na Assembleia Legislativa, tem feito campanha à margem do confronto entre Moro e o grupo de Ratinho Junior. Em entrevista nesta quarta-feira à RPC, ele disse que a eleição reúne “um candidato que não conhece o Paraná e um candidato que o Paraná não conhece”, em referência a Moro e Sandro Alex, e ironizou a licença anunciada pelo governador durante o impacto das fortes chuvas no estado.

Texto produzido pela Redação Nexo Econômico com apoio de inteligência artificial a partir de fontes públicas, com revisão editorial. Erros? Fale conosco.

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