As ações da Braskem terminaram esta quarta-feira (16) com queda de 15,16%, a R$ 4,53, depois que o UBS BB mudou sua recomendação para os papéis da petroquímica de “neutra” para “venda”. O banco também cortou o preço-alvo de R$ 10,50 para R$ 3,75.
Durante o pregão, os papéis chegaram a cair 15,73%. As ações não fazem parte do Ibovespa, índice de referência do mercado acionário brasileiro.
Avaliação dos analistas
Tasso Vasconcellos e João Barichello, responsáveis pelo documento do UBS BB, afirmaram que a empresa enfrenta dificuldades para encontrar uma solução. O relatório, enviado a clientes nesta terça-feira (15), também reconheceu que o rebaixamento ocorreu depois de uma queda acentuada dos papéis nos últimos três meses.
Os analistas apontaram ainda a piora nas condições relacionadas aos spreads e ao processo de reestruturação. Também destacaram o endividamento elevado da Braskem e as necessidades de reorganização da companhia.
Na avaliação do banco, possíveis alternativas podem trazer risco relevante de diluição para os acionistas e provocar elevada volatilidade durante a reestruturação. Os analistas disseram que os spreads voltaram, em grande parte, às perspectivas anteriores ao conflito no Oriente Médio.
Recuperação extrajudicial
No final de agosto, a Braskem protocolou pedido de recuperação extrajudicial e informou uma dívida de US$ 10,9 bilhões, aproximadamente R$ 56,2 bilhões. A expectativa dos acionistas é usar o processo para realizar uma reestruturação mais profunda das operações.
A empresa informou que a Justiça autorizou o processamento da recuperação extrajudicial da Braskem e de certas controladas. Também foi mantida, por 120 dias, a suspensão das execuções em andamento contra as requerentes por credores sujeitos ao processo. Esse período já desconta os 60 dias previstos na decisão que concedeu a tutela cautelar.


