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Protestos expõem crise da indústria automotiva alemã e pressão sobre a Volkswagen

Trabalhadores contestam cortes, enquanto a montadora reduz projeção de lucro e deixa o índice Euro STOXX 50 após 15 anos.

Protestos expõem crise da indústria automotiva alemã e pressão sobre a Volkswagen
Foto: Reuters

Trabalhadores da indústria automotiva alemã protestaram nesta segunda-feira (21) contra demissões, transferências de produção e possíveis fechamentos de fábricas. Os atos ocorreram em unidades da Volkswagen, BMW e Bosch, em meio à pressão causada pelos custos elevados e pela concorrência asiática.

A Volkswagen planeja eliminar 100 mil postos de trabalho em seu maior plano de reestruturação. O acordo foi fechado com as partes interessadas no início deste mês e evitou um conflito de grande escala com os sindicatos. As entidades, porém, continuam cobrando medidas da direção para enfrentar os problemas do setor.

Daniela Cavallo, presidente do conselho de trabalhadores da Volkswagen, e Christiane Benner, presidente do sindicato IG Metall, pediram proteção contra a concorrência desleal da China, uma política de subsídios mais eficaz da União Europeia e a manutenção de um programa de aposentadoria gradual. Em Wolfsburg, Benner disse esperar que os executivos assumam responsabilidade pelo país, pelos trabalhadores e pelos empregos.

A indústria alemã enfrenta dificuldades com o excesso de capacidade na Europa, tarifas de exportação para os EUA e a queda dos lucros da Volkswagen na China. A expansão da demanda por veículos elétricos menos rentáveis também expôs a dependência do setor em relação aos motores a combustão.

Projeção de lucro e saída do índice

Na sexta-feira (18), a Volkswagen reduziu para no máximo 1% sua previsão de margem de lucro para 2026. A empresa atribuiu a revisão à fraqueza do mercado chinês, ao aumento das provisões para aposentadorias e às perspectivas negativas para a Porsche.

A montadora também foi retirada do Euro STOXX 50, principal índice de ações de primeira linha da zona do euro, pela primeira vez em 15 anos. As ações acumulam queda superior a 75% desde os níveis registrados na alta do mercado acionário em 2021 e se aproximaram da menor cotação em 16 anos.

A saída ocorreu após uma revisão feita pela STOXX, provedora do índice. A Volkswagen será substituída, ao lado da holandesa Wolters Kluwer, pela Nokia e pela francesa Engie. Ferrari, BMW e Mercedes-Benz continuam no Euro STOXX 50.

A STOXX informou que 30 fundos negociados em Bolsa, com valor de mercado conjunto de 59 bilhões de euros (R$ 348,63 bilhões), acompanham o índice. Além disso, mais de 110 mil produtos estruturados ativos têm relação com o indicador, somando volume de vendas superior a 68 bilhões de euros (R$ 401,81 bilhões).

Para o analista Michael Tyndall, do HSBC, o setor está pressionado pelos riscos que enfrenta. Simon Jäger, gestor da Flossbach von Storch, afirmou que a avaliação de mercado sinaliza o ceticismo dos investidores em relação à Volkswagen.

Texto produzido pela Redação Nexo Econômico com apoio de inteligência artificial a partir de fontes públicas, com revisão editorial. Erros? Fale conosco.

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