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MP Eleitoral apura possível coação de funcionárias por Rico Melquiades

Procedimento está no início e será encaminhado à Polícia Federal para investigação criminal, informou o Ministério Público Eleitoral em Alagoas.

MP Eleitoral apura possível coação de funcionárias por Rico Melquiades
Foto: TV Senado/Reprodução

O Ministério Público Eleitoral em Alagoas instaurou um procedimento para investigar uma possível coação eleitoral atribuída ao influenciador Rico Melquiades contra funcionárias. O caso está em fase inicial, informou o órgão nesta segunda-feira (14).

O MP Eleitoral também comunicou que enviará o caso à Polícia Federal para apuração criminal, diante de uma possível incidência do artigo 301 do Código Eleitoral. Esse dispositivo trata como crime o uso de violência ou grave ameaça para obrigar alguém a votar ou deixar de votar em determinado candidato ou partido.

A investigação foi motivada por um vídeo publicado por Rico no último sábado (12). Nas imagens, ele questiona funcionárias sobre quem paga seus salários e afirma que uma pessoa que fosse petista seria demitida.

“Não quero petista aqui dentro [de casa] também. Você é PT, Manuela? Responda. Você vai ser PT, Manuela? Está demitida. Traga a sua carteira [de trabalho]. Vai para a rua, viu? Pode trazer a sua carteira”, disse o influenciador no vídeo.

Manuela responde apenas com “aham”. Outra funcionária, sem nome divulgado nas imagens, diz que era petista, mas que desistiu de apoiar candidatos da legenda por causa do trabalho.

O procurador regional eleitoral em Alagoas, Marcial Duarte Coêlho, afirmou que a conduta mostrada no vídeo é ilícita e não deve ser aceita no ambiente de trabalho. O Ministério Público informou que também levará o caso à Justiça Eleitoral.

Para o procurador, a situação não pode ser considerada uma brincadeira. “Não se trata de brincadeira quando existe uma relação de poder e se coloca o emprego de uma pessoa em jogo por causa de sua posição política”, disse. Segundo ele, a liberdade de voto deve ser respeitada integralmente, especialmente em relações de dependência entre quem paga o salário e os trabalhadores.

Texto produzido pela Redação Nexo Econômico com apoio de inteligência artificial a partir de fontes públicas, com revisão editorial. Erros? Fale conosco.

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