ITATIBA — Cinco integrantes do PCC foram presos na manhã desta terça-feira (15) em Itatiba, no interior de São Paulo, em uma operação do Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco), do Ministério Público de São Paulo, com a Polícia Militar.
Um dos presos morava em um condomínio de luxo e é investigado por participação no núcleo de comando e lavagem de dinheiro da facção. Ao longo da apuração, ele teria comprado e negociado mais de 20 veículos de alto padrão, incluindo Lamborghini, Ferrari e Porsche.
A operação também cumpre mandados de busca e apreensão na casa de um vereador e na Câmara Municipal de Itatiba. O parlamentar é suspeito de integrar a estrutura de monitoramento da organização criminosa.
De acordo com o Ministério Público, a ação alcança áreas como gerenciamento operacional, vigilância, abastecimento e distribuição, logística, suporte e pontos de venda de drogas, além do comando e da lavagem de dinheiro.
Sistema de monitoramento
A investigação identificou na cidade um sistema de monitoramento que funcionava 24h por dia. Conforme o Ministério Público, a estrutura permitia ocultar drogas, dispersar vendedores e suspender temporariamente atividades ilícitas quando forças de segurança se aproximavam.
A Corregedoria da Polícia Militar cumpre outros mandados de busca em Itatiba contra um policial militar. Ele é investigado por manter relação com o principal alvo da operação.
Também são investigadas três lojas de veículos: duas em Itatiba e uma em Campinas. A suspeita é de lavagem de dinheiro. O dono de uma das lojas teria atuado como banco do principal alvo, em pagamentos que superam R$ 2 milhões.



