Paulo Cesar Martin, conhecido como Paulão ou Pauleta, morreu aos 62 anos após uma pneumonia. Ele ficou internado por 12 horas antes de morrer. Jornalista de conhecimento amplo, trabalhou em diferentes redações e foi lembrado por colegas e amigos como um profissional generoso e uma referência para quem começava na carreira.
Martin e o autor do obituário se conheceram na Folha, quando trabalhavam em redações vizinhas. Depois, os dois passaram pelo Notícias Populares e foram contemporâneos na Globo. Também apresentaram, ao lado de André Barcinski, o programa “Garagem”, levado ao ar nas madrugadas paulistanas entre o final do século passado e o início deste.
No programa, Paulão roteirizava, produzia e organizava a atração. O conteúdo tinha como foco as novidades do rock e do pop. Seu conhecimento musical fazia com que identificasse lançamentos antes de grande parte do público. Quando viajava ao exterior, o amigo lhe pedia listas de CDs; em geral, 90% dos títulos ainda nem haviam sido lançados.
O jornalista também era conhecido por descobrir restaurantes e cozinhas pouco conhecidas. Entre os planos que não conseguiu realizar estava uma exploração de restaurantes chineses no Pari com o escritor Júlio Bernardo. Ele também era cozinheiro, DJ e torcedor do Corinthians, além de fã da Argentina.
No velório, jornalistas que haviam sido orientados por Paulão no início da carreira o chamaram de mestre. Eles destacaram sua paciência e criatividade para ensinar como encontrar uma pauta de interesse e identificar a notícia relevante em meio a muitas informações.
Paulão deixa a irmã, Antônia, sobrinhos, três cachorros, um pássaro e Jacqueline Lattari, jornalista e ex-esposa. Também deixa amigos e admiradores, que destacaram o vazio provocado por sua morte. Entre suas bandas preferidas estavam Blondie e Duran Duran.



