A presidente da Comissão Europeia, Ursula von der Leyen, anunciou que a União Europeia apresentará um plano para enfrentar ondas de calor após um verão marcado por temperaturas recordes e mais de 30 mil mortes acima do esperado no continente.
A declaração foi feita nesta quarta-feira (16), durante o discurso anual sobre o Estado da União Europeia no Parlamento Europeu, em Estrasburgo. Von der Leyen afirmou que o futuro da Europa dependerá da capacidade de lidar ao mesmo tempo com a mudança climática e a inteligência artificial.
“Não podemos permitir que este verão se repita”, disse a presidente da Comissão Europeia ao defender a criação do Plano Europeu contra Ondas de Calor.
Entre as medidas citadas estão a ampliação dos sistemas de alerta precoce, a preparação dos serviços de saúde e a adaptação das cidades para reduzir os efeitos das altas temperaturas. A proposta também deverá incluir apoio às pessoas mais vulneráveis.
Mortes e incêndios
Na França, foram registradas 7.919 mortes adicionais nos últimos meses, acima da média histórica para o período. O país teve o verão mais quente desde 1900. O cálculo considera o intervalo entre o fim de maio e 20 de agosto e ainda pode crescer com a inclusão de dados das últimas semanas da estação, informou a autoridade francesa de saúde pública.
As ondas de calor consecutivas foram intensificadas pelas mudanças climáticas e pelo El Niño. O continente também passou por uma seca generalizada.
Desde meados de junho, mais de mil incêndios florestais queimaram cerca de 5.400 km² em países da União Europeia, área superior ao dobro do território de Luxemburgo. As chamas fizeram centenas de milhares de pessoas deixarem suas casas, sobretudo na Espanha e na França.
Incêndios e temperaturas elevadas também atingiram regiões normalmente frias e úmidas, como a Bélgica e a Escócia.


