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Aplicações do Rioprevidência no Banco Master somaram quase R$ 3,7 bilhões

Relatório da PF descreve mensagens de lobista e questiona a aprovação e a sequência de investimentos em produtos do Banco Master.

Aplicações do Rioprevidência no Banco Master somaram quase R$ 3,7 bilhões
Foto: Reprodução

A Polícia Federal identificou uma sequência de investimentos do Rioprevidência em produtos do Banco Master após restrições e questionamentos sobre Letras Financeiras. Para os investigadores, a mudança de estratégia permitiu que o banco continuasse atraindo recursos de fundos de previdência.

O fundo estadual aparece entre os primeiros investidores de produtos lançados pelo Banco Master. No Fundo Revolution, criado em maio de 2025, o Rioprevidência aplicou R$ 50 milhões no dia em que o produto começou a operar e fez um novo aporte de R$ 50 milhões três dias depois. Em 3 meses, o total investido chegou a quase R$ 482 milhões.

No Fundo Horizonte, criado em agosto de 2025, o Rioprevidência investiu R$ 10 milhões Onze dias depois da criação. O fundo era, naquele momento, o único cotista do produto.

Ao todo, segundo os investigadores, o Rioprevidência aplicou quase R$ 3,7 bilhões em produtos ligados ao Banco Master. O fundo realiza pagamentos de aposentadorias e pensões para cerca de 250 mil servidores inativos e pensionistas do Estado do Rio de Janeiro.

Mensagens analisadas pela PF

A quebra do sigilo do celular do banqueiro Daniel Vorcaro também revelou conversas com o lobista Ricardo Siqueira, conhecido como Ricardo Gordo. Em uma delas, Siqueira disse que havia uma pessoa com autoridade para autorizar internamente as operações no fundo. “lá tem um dono, e esse dono precisa autorizar os caras internamente”, escreveu.

A PF não informou quem seria o suposto “dono”. Na mesma conversa, Siqueira afirmou que poderia “destravar a parte técnica das aplicações” e mencionou uma operação de R$ 500 milhões. Para os investigadores, o conteúdo indica que o lobista se apresentava como capaz de viabilizar aprovações técnicas para investimentos de alto valor.

O relatório também registra questionamentos sobre o credenciamento do Banco Master pelo Rioprevidência. Auditorias citadas pelos investigadores apontaram que algumas aplicações foram feitas antes da avaliação formal da instituição pelo comitê de investimentos.

Os auditores afirmaram ainda que os espaços destinados às análises do Conselho Deliberativo e do Comitê de Investimentos ficaram sem preenchimento nos formulários. Para eles, isso indica que não houve manifestação formal dos órgãos colegiados sobre as operações.

Texto produzido pela Redação Nexo Econômico com apoio de inteligência artificial a partir de fontes públicas, com revisão editorial. Erros? Fale conosco.

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