SÃO PAULO — Kauan, de 5 anos, aguarda uma vaga no Hospital da Criança e Maternidade de São José do Rio Preto para fazer uma cirurgia no coração. O menino está internado na UTI Pediátrica do Hospital Geral de Palmas há 15 dias, e um relatório médico apontou urgência na transferência.
A mãe, Laise Sousa Carvalho, se acorrentou ao portão do hospital na manhã da última quarta-feira (9). Depois, deixou o local e repetiu o protesto em frente ao Ministério Público. A família mora em Paraíso do Tocantins.
Kauan nasceu com uma malformação congênita no coração e tem apenas um ventrículo funcional. Ele já passou por duas cirurgias no hospital de São José do Rio Preto e precisa de um terceiro procedimento de grande porte. A condição também faz com que receba alimentação por sonda, não ande, não fale e tenha dificuldades respiratórias.
Decisões judiciais
O pedido de tratamento fora do domicílio foi feito por Laise em 2024. Em julho de 2025, a Justiça determinou que o Estado transferisse o menino para São José do Rio Preto em UTI aérea, com direito a um acompanhante e ao custeio da estadia.
Um ano depois, uma nova decisão judicial bloqueou o valor necessário para a cirurgia. O relatório emitido após o protesto indicou a necessidade de transporte de Tratamento Fora do Domicílio e de UTI aérea. Segundo a mãe, a transferência permitiria a realização de exames complexos.
O Ministério Público informou que Laise foi recebida pelas equipes de Assistência Social e de Atendimento ao Cidadão. O órgão atua no processo judicial sobre a assistência à saúde de Kauan, ajuizado pela Defensoria Pública.
Na sexta-feira (11), a Secretaria Estadual de Saúde afirmou à TV Anhanguera que o menino havia sido liberado para remoção. A equipe de Regulação do Hospital Geral de Palmas deveria entrar em contato com a equipe de Regulação de São Paulo para os encaminhamentos necessários. A Secretaria de Segurança Pública não havia respondido às solicitações de informação até a última atualização.



