RIO DE JANEIRO — O candidato à Presidência Augusto Cury (Avante) defendeu a independência de ministros do Supremo Tribunal Federal (STF) durante um ato de campanha em Copacabana, no Rio de Janeiro, na segunda-feira, 7. Ele declarou apoio ao ministro André Mendonça, relator das investigações sobre o extinto Banco Master.
Ao fim do discurso, Cury enviou um abraço ao ministro. Depois do evento, afirmou que Mendonça e Edson Fachin, presidente do STF, devem ter autonomia para investigar suspeitas de corrupção. “Eu defendo que o ministro André Mendonça e o ministro Fachin possam ter independência para investigarem qualquer ato de corrupção”, disse.
Sem mencionar Alexandre de Moraes, o candidato afirmou que as apurações devem alcançar integrantes do STF e ocorrer sem proteção a qualquer pessoa. Na semana passada, foram divulgadas conversas entre Daniel Vorcaro, dono do extinto Banco Master, e Moraes. As informações constam de relatório produzido pela Polícia Federal por determinação de Mendonça.
Críticas à polarização
Cury também criticou Lula e Flávio Bolsonaro, apresentados por ele como representantes da polarização política. O candidato disse que o Brasil vive uma “guerra de egos” e afirmou que os concorrentes “nunca plantaram uma horta e querem definir o futuro da agricultura do Brasil”.
Ele defendeu que o país não seja dividido entre dois lados e declarou que existe apenas um barco, chamado família brasileira.
No ato, Cury mencionou propostas de financiamento para microempresas e ações de combate ao feminicídio. A medida relacionada ao uso de drones, que havia repercutido após sua participação em sabatinas, não foi citada no discurso.



