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Banco do Brasil encerra greve após aprovação de acordo; Caixa mantém paralisação

Acordo do BB prevê PLR em até 72 horas, pagamento de R$ 3.000 e mudanças no plano de saúde; empregados da Caixa ainda votam proposta.

Banco do Brasil encerra greve após aprovação de acordo; Caixa mantém paralisação
Foto: Cristiane Gercina/Folhapress

Os funcionários do Banco do Brasil aprovaram a proposta final da instituição e encerraram a greve parcial iniciada nesta quinta-feira (10). O acordo prevê o pagamento da Participação nos Lucros e Resultados (PLR) em até 72 horas após a assinatura, além do abono da paralisação do dia 20 de agosto.

A proposta também inclui mudanças no plano de saúde, pagamento de R$ 3.000 por reconhecimento financeiro e aumento da licença-paternidade de 20 dias para 35 dias. Houve ainda aumento do auxílio para filhos com deficiência.

A aprovação ocorreu na maioria das bases, incluindo Brasília, Rio de Janeiro, Belo Horizonte, Pernambuco, Porto Alegre, Mato Grosso, Florianópolis, Alagoas, ABC, Rondônia, Sergipe e Campinas. Apenas 18 entidades continuaram rejeitando a proposta, segundo a Contraf-CUT.

“Foi um ciclo negocial importante, construído com muita participação e mobilização dos funcionários do Banco do Brasil”, afirmou Fernanda Lopes, coordenadora da Comissão de Empresa dos Funcionários do Banco do Brasil. Com a aprovação, o acordo coletivo será assinado.

No BB, o pagamento de R$ 3.000 será destinado a 71,5 mil funcionários de unidades de negócio e apoio. O benefício depende dos resultados do quarto trimestre de 2026 e deverá ser pago em fevereiro de 2027.

Medidas para saúde e salários

O Banco do Brasil fará um adiantamento de R$ 360 milhões da contribuição patronal para o Plano de Associados da Cassi. Também informou que vai priorizar a contratação da Cassi para o atendimento do SESMT sempre que possível.

O salário de referência da central de relacionamento passará de R$ 4.795,12 para R$ 6.302,77 a partir de janeiro de 2027. A paralisação no BB atingiu alguns estados, mas o funcionamento foi normal em São Paulo.

Caixa mantém greve nacional

Na Caixa Econômica Federal, os empregados continuam em greve nacional, com agências fechadas. A categoria decidirá sobre a proposta até as 23h desta sexta-feira (11). Se não houver aceitação, a Caixa afirma que vai recorrer à Justiça por dissídio coletivo.

Entre as condições oferecidas estão prêmio de R$ 3.000 por funcionário, pagamento da PLR no dia 18 e aumento do teto de custeio do Saúde Caixa de 6,5% para 8%. O pagamento do salário reajustado, da PLR, do Super Caixa e do prêmio está previsto para o dia 18 de setembro.

A proposta para o plano de saúde prevê contribuição sobre o salário-base de 2,30% a 4,10%, conforme a idade, e cobrança de R$ 480 a R$ 660 por dependente. Também estão previstas consulta em pronto-socorro de R$ 75 para R$ 150, isenção de coparticipação em telemedicina e teto anual de coparticipação de R$ 3.600 para R$ 4.800 por grupo familiar.

A Caixa propôs ainda ações de prevenção à saúde no valor de R$ 236 milhões a partir de janeiro de 2027, antecipação de parcelas para cobrir o déficit do Saúde Caixa e pagamento de valores do PAMS a partir de 2027. A proposta é válida até 11/9.

Em agências da Caixa em São Paulo e no Paraná, clientes encontraram as portas fechadas nesta quinta-feira. Apenas os caixas eletrônicos estavam funcionando. Funcionários dos Correios também iniciaram paralisação por tempo indeterminado devido ao plano de saúde.

Texto produzido pela Redação Nexo Econômico com apoio de inteligência artificial a partir de fontes públicas, com revisão editorial. Erros? Fale conosco.

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