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TST julga nesta segunda-feira greve nacional dos trabalhadores dos Correios

Tribunal analisa a legalidade da paralisação e as reivindicações, com plano de saúde como principal ponto de divergência.

TST julga nesta segunda-feira greve nacional dos trabalhadores dos Correios
Foto: Folhapress

O Tribunal Superior do Trabalho (TST) julga, às 13h30 desta segunda-feira (21), o dissídio coletivo dos trabalhadores dos Correios, em greve nacional desde o dia 10. A sessão deve avaliar a legalidade da paralisação e as reivindicações da categoria.

A estatal recorreu à Justiça no dia seguinte ao início da greve e pediu que o movimento fosse declarado abusivo, além da continuidade dos serviços. Uma liminar já determinou que 80% do efetivo seja mantido em cada unidade ou estabelecimento dos Correios durante a paralisação.

Consumidores e pequenos vendedores relatam encomendas fora do prazo informado, falta de atualização no rastreamento e demora nos pedidos de reembolso do frete.

Plano de saúde concentra divergências

O principal impasse nas negociações é o plano de saúde de funcionários, aposentados e dependentes. Douglas Melo, diretor do Sintect-SP e da Findect, afirmou que as entidades sindicais continuam dispostas a negociar e que protocolaram um pedido para retomar as conversas. “A empresa não pode ser tão radical assim de não querer dialogar”, disse.

Segundo Melo, a categoria reivindica apenas a manutenção do modelo atual do benefício e não diverge da proposta dos Correios nas demais cláusulas. Hoje, a empresa atua como mantenedora do plano, assumindo a responsabilidade principal pelo custeio, pela sustentabilidade financeira e pelos riscos da operação.

A proposta dos Correios é mudar sua posição para patrocinadora, sem assumir esses riscos. A alteração modificaria a forma de custeio e elevaria os descontos no salário dos empregados.

O plano também esteve entre as reivindicações da greve realizada no fim de 2025. Na ocasião, o TST manteve os direitos dos trabalhadores no julgamento do dissídio coletivo. A direção dos Correios recorreu ao Supremo Tribunal Federal (STF), que concedeu uma liminar em janeiro deste ano e suspendeu quatro cláusulas do acordo, incluindo a relacionada ao plano de saúde. O STF iniciou nesta sexta-feira o julgamento de mérito dessas cláusulas, com decisão prevista até o dia 25.

Situação financeira

A paralisação ocorre durante a crise financeira dos Correios. A empresa registrou prejuízo de R$ 2,4 bilhões no segundo trimestre e pediu ao Tesouro Nacional garantia para contratar um empréstimo de R$ 7 bilhões com quatro bancos privados.

O crédito integra o plano de reestruturação financeira da companhia. Os Correios já contrataram R$ 12 bilhões em dezembro de 2025 e têm previsão de receber outros R$ 6 bilhões em recursos da União em 2027.

No fim de agosto, a estatal abriu um novo Plano de Demissão Voluntária (PDV) para funcionários de unidades incluídas no plano de reestruturação, que prevê o fechamento de lojas. A empresa afirma que as agências permanecem abertas e que servidores administrativos foram mobilizados para apoiar as atividades operacionais e realizar mutirões de entrega.

Texto produzido pela Redação Nexo Econômico com apoio de inteligência artificial a partir de fontes públicas, com revisão editorial. Erros? Fale conosco.

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