Os beneficiários do Instituto Nacional do Seguro Social (INSS) começam a receber os pagamentos referentes a setembro em 24. A primeira etapa contempla aposentados, pensionistas e demais segurados que ganham até um salário mínimo.
A ordem dos depósitos considera o número final do benefício antes do dígito verificador. O final 1 é o primeiro a receber, enquanto o calendário dessa faixa termina em 7 de outubro, com os benefícios de final 0.
Para quem ganha acima do salário mínimo, os pagamentos começam em 1º de outubro. Nesse grupo, dois finais de benefício são contemplados por dia, até 7 de outubro. O calendário anual define as datas conforme o valor recebido e o número final do benefício.
Competência e datas de pagamento
O mês de competência indica o período ao qual o benefício se refere. Os depósitos de um mês começam nos últimos dias desse próprio mês e podem avançar para o início do mês seguinte. A competência de dezembro, por exemplo, é paga do fim de dezembro aos primeiros dias de janeiro.
O calendário nacional do INSS é elaborado considerando os feriados bancários. Por isso, os pagamentos ficam disponíveis nas datas previstas. Feriados estaduais ou municipais não interrompem os depósitos: mesmo sem expediente bancário local, os valores podem ser sacados e movimentados.
Como movimentar o benefício
A forma de movimentação depende do tipo de conta. Quem tem uma conta aberta apenas para receber aposentadoria, pensão, auxílio ou BPC pode sacar o dinheiro em caixas eletrônicos. Também é possível fazer transferências e movimentar os valores pela internet.
Reajuste e salário mínimo
Os benefícios do INSS são reajustados no início do ano, depois da divulgação do INPC pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). Para quem recebe um salário mínimo, o aumento fica acima da inflação, conforme a política de valorização do governo federal.
O salário mínimo em 2026 é de R$ 1.621. O valor representa aumento de R$ 103, equivalente a 6,78%, em relação ao piso de R$ 1.518. O cálculo considera a inflação de 4,18% medida pelo INPC e a regra de ganho real limitada pelo arcabouço fiscal.
Com essa limitação, o reajuste ficou R$ 15 abaixo do valor que seria aplicado se o crescimento do PIB de dois anos antes entrasse integralmente no cálculo. Sem o teto, o salário mínimo teria chegado a R$ 1.636 em 2026. Os valores não consideram eventual desconto do Imposto de Renda.



