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Economia

Bolsa Família terá piso de R$ 691, com impacto de R$ 22,7 bilhões em 2027

Reajuste de cerca de 15% começa nos pagamentos de outubro e ocorre enquanto investidores acompanham juros, petróleo e contas públicas.

Bolsa Família terá piso de R$ 691, com impacto de R$ 22,7 bilhões em 2027

O governo federal anunciou o aumento do piso do Bolsa Família de R$ 600 para R$ 691. O reajuste, de cerca de 15%, começa nos pagamentos de outubro e elevará o benefício médio de R$ 675 para R$ 777. A medida deve atingir 19,3 milhões de famílias.

O custo estimado é de R$ 5,8 bilhões neste ano e de R$ 22,7 bilhões em 2027, segundo o Ministério do Planejamento. O governo informou que essa é a primeira correção do programa desde seu relançamento, em março de 2023, e que o valor recompõe a inflação acumulada entre o início da atual gestão e agosto deste ano.

Os pagamentos com o novo valor começam em 19 de outubro, entre o primeiro e o segundo turno, se houver, das eleições presidenciais. A proximidade com a disputa eleitoral levou analistas a avaliarem possíveis efeitos do reajuste na corrida pela Presidência, que tem o presidente Lula (PT) e o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) entre os principais nomes mencionados.

A equipe econômica de Lula nega relação entre a medida e as eleições de 2026. O ministro do Planejamento, Bruno Moretti, afirmou: "Creio que não [tem relação com as eleições]." Apoiadores de Flávio Bolsonaro informaram que pretendem recorrer à Justiça Eleitoral contra o aumento.

Juros e petróleo

No Brasil, o Comitê de Política Monetária reduziu a Selic em 0,25 ponto percentual, para 13,75% ao ano. Foi o quinto corte consecutivo, levando a taxa básica ao menor nível desde março do ano passado. A decisão ficou em linha com o esperado pelo mercado.

Nos Estados Unidos, o Federal Reserve elevou os juros na mesma magnitude, para a faixa de 3,75% a 4% ao ano. O aumento, anunciado em 16, foi o primeiro desde julho de 2023 e interrompeu uma sequência de cinco reuniões com taxas inalteradas. Segundo o Comitê Federal de Mercado Aberto, a atividade econômica americana continua se expandindo em ritmo sólido, enquanto os gastos domésticos permanecem resilientes.

Os preços do petróleo recuavam nesta quinta-feira. Por volta das 15h10, o Brent caía 0,94%, a US$ 104,84 por barril. O West Texas Intermediate recuava 0,45%, para US$ 101,97. Notícias de que a Arábia Saudita ofereceria cargas adicionais por meio de Omã ajudaram a reduzir as preocupações com uma possível interrupção do abastecimento.

Wall Street avançava, com alta de 0,71% no Dow Jones, de 1,11% no S&P 500 e de 1,56% no Nasdaq. Na Ásia, o SSEC e o CSI300 caíram 0,4%, enquanto o Hang Seng também recuou 0,4%. O Nikkei subiu 0,33%, e o Kospi caiu 0,04%.

O mercado também acompanhava a movimentação no Supremo Tribunal Federal. O presidente da Corte, ministro Edson Fachin, retirou da pauta o julgamento sobre a atuação do ministro André Mendonça em apurações relacionadas ao Banco Master. A decisão ocorreu após a sessão de terça-feira sobre o caso Moraes-Vorcaro, quando o plenário discutiu a possibilidade de abrir uma investigação contra um integrante do próprio tribunal.

Texto produzido pela Redação Nexo Econômico com apoio de inteligência artificial a partir de fontes públicas, com revisão editorial. Erros? Fale conosco.

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