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Economia

Dólar recua 0,08% com petróleo e crise no STF no foco dos investidores

Moeda americana era negociada a R$ 5,143 enquanto o Brent avançava 2,54% e chegava a US$ 108 na máxima do dia.

Dólar recua 0,08% com petróleo e crise no STF no foco dos investidores

O dólar operava próximo da estabilidade nesta terça-feira (15), enquanto investidores acompanhavam a alta do petróleo e os desdobramentos da crise envolvendo o Supremo Tribunal Federal (STF). Por volta das 9h20, a moeda americana recuava 0,08%, a R$ 5,143. No exterior, o índice DXY subia 0,23%.

O pregão também era marcado pelo início da sessão que analisaria a relação entre o ministro Alexandre de Moraes e o ex-banqueiro Daniel Vorcaro. Mensagens recuperadas pela Polícia Federal no celular de Vorcaro, do Banco Master, indicaram a atuação do ministro em favor do ex-banqueiro.

Na máxima do dia, o petróleo Brent avançava 2,54%, a US$ 108. A commodity havia subido 4,90% na segunda-feira (14), quando chegou a US$ 109,74.

Petróleo e mercados

A alta do petróleo ocorreu em meio a ataques de drones contra um oleoduto na Arábia Saudita, que provocaram a suspensão temporária das operações da instalação. O grupo houthis, do Iêmen e aliado ao Irã, também confirmou o lançamento de “dezenas de mísseis balísticos e drones” contra alvos militares no sul da Arábia Saudita.

A tensão elevou os riscos para as exportações sauditas pelo Mar Vermelho, depois da obstrução do estreito de Hormuz. Antes do conflito, a passagem respondia pela circulação de cerca de 20% da produção mundial de petróleo e gás. Uma reunião entre os principais diplomatas dos seis integrantes do Conselho de Cooperação do Golfo e o chanceler iraniano foi adiada.

Marcos Praça, diretor de análise da Zero Markets Brasil, afirmou que o petróleo continuaria como referência para medir o apetite por risco. Para ele, uma nova escalada poderia pressionar o real, elevar os juros futuros e prejudicar ações domésticas, embora pudesse favorecer empresas do setor petrolífero.

Na segunda-feira (14), o dólar fechou em alta de 0,48%, a R$ 5,148, e atingiu R$ 5,182 na máxima, avanço de 1,15%. A Bolsa recuou 0,91%, a 185.500 pontos, apesar da alta das ações de petrolíferas.

Felipe Cima, analista de renda variável da Manchester Investimentos, disse que a valorização do petróleo também aumentou os temores de inflação. O Boletim Focus projetou que o IPCA termine 2026 em 4,90%, acima do teto da meta de 3%, de 4,5%, considerando a tolerância de 1,5 ponto percentual.

Nos Estados Unidos, os rendimentos dos títulos do Tesouro de 10 anos atingiram máximas em quase três anos. O mercado passou a considerar os efeitos do petróleo sobre a decisão do Fed, que pode elevar os juros para a faixa de 3,75% a 4%, ante os atuais 3,5% a 3,75%. No Brasil, a expectativa é de redução da Selic para 13,75%, ante 14%.

Disputa política

A eleição também permaneceu no radar. Na pesquisa Datafolha divulgada na sexta-feira (11), Lula apareceu numericamente à frente de Flávio Bolsonaro no primeiro turno, por 39% a 35%, e no segundo, por 46% a 44%. Na pesquisa Quaest divulgada na segunda-feira, Flávio apareceu pela primeira vez numericamente à frente de Lula no segundo turno, por 42% a 40%.

A divulgação das mensagens levou a novos desdobramentos no STF. Alexandre de Moraes foi afastado da relatoria do inquérito das fake news, enquanto André Mendonça deixou a relatoria dos casos do Banco Master e do INSS relacionados à ligação entre Moraes e Vorcaro. Uma sessão sobre a atuação do ministro e sua relação com o ex-banqueiro estava prevista para esta terça-feira (15).

Texto produzido pela Redação Nexo Econômico com apoio de inteligência artificial a partir de fontes públicas, com revisão editorial. Erros? Fale conosco.

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