O governo federal anunciou um reajuste de 15% no Bolsa Família, enquanto investidores avaliam os efeitos da medida sobre as contas públicas, a inflação e os juros. No mercado externo, os preços do petróleo recuavam nesta sexta-feira, em meio à possibilidade de aumento da oferta da commodity.
O benefício médio passará de R$ 675 para R$ 777. Os pagamentos com o novo valor começarão em 19 de outubro, entre o primeiro e o segundo turno, se houver, das eleições presidenciais. A medida deverá alcançar 19,3 milhões de famílias.
Segundo o Ministério do Planejamento, o custo do reajuste será de R$ 5,8 bilhões neste ano. Em 2027, o impacto estimado nas despesas será de R$ 22,7 bilhões. Desde que o programa foi relançado pelo governo Lula, em março de 2023, não havia reajuste.
A equipe econômica afirma que a decisão repõe a inflação acumulada entre o início do governo e agosto deste ano e nega relação com as eleições de 2026. O ministro do Planejamento, Bruno Moretti, disse: "Creio que não [tem relação com as eleições]."
Apoiadores de Flávio informaram que pretendem acionar a Justiça Eleitoral contra a medida. O governo também comunicou que analisa novas ações para enfrentar o endividamento das famílias.
No exterior, o barril do Brent, referência internacional, caía 1,41% perto das 8h50 e era negociado a US$ 103,34. O West Texas Intermediate (WTI), referência nos Estados Unidos, recuava 0,60%, a US$ 101,30 o barril.
Nesta semana, a Arábia Saudita teria se oferecido para enviar volumes adicionais de petróleo por meio do Omã. A possibilidade ajudou a reduzir preocupações sobre uma eventual interrupção do abastecimento.
O Brent acumulava alta de 0,27% na semana, queda de 0,79% no mês e baixa de 6,38% no ano. O WTI registrava variação de -0,65% na semana, alta de 4,83% no mês e avanço de 15,43% no ano.
Na Ásia, o SSEC, de Xangai, subiu 0,94%; o CSI300 avançou 1,06%; e o Hang Seng ganhou 0,60%. O Nikkei teve alta de 1,38%, enquanto o Kospi valorizou 2,66%. Os investidores aguardam a reunião entre os presidentes da China e dos Estados Unidos, prevista para a próxima semana, e acompanham a elevação da taxa básica de juros pelo Banco do Japão.



