O dólar abriu em queda nesta segunda-feira, em um cenário marcado pela baixa dos preços do petróleo e pela expectativa em torno do encontro entre Donald Trump e Xi Jinping, previsto para quinta-feira. Investidores também aguardam indicadores econômicos da Europa, dos Estados Unidos e do Brasil ao longo da semana.
Perto das 8h50, o barril do Brent, referência internacional, recuava 2,48%, cotado a US$ 101,29. O West Texas Intermediate (WTI), referência nos Estados Unidos, caía 2,40%, a US$ 97,89 por barril.
A queda ocorre depois de a China atender a um pedido da Arábia Saudita e solicitar ao Irã que limitasse os ataques dos rebeldes houthis à infraestrutura petrolífera saudita.
Reunião entre Estados Unidos e China
A cúpula entre Trump e Xi Jinping também está no centro das atenções. A expectativa é que os dois líderes indiquem a extensão da trégua comercial firmada entre China e Estados Unidos no ano passado. O acordo evitou um grande choque na economia global. Questões relacionadas a Taiwan também podem ser discutidas.
Na Ásia, a maioria dos mercados acionários encerrou o pregão em alta, influenciada pela possibilidade de prorrogação da trégua comercial. O SSEC, de Xangai, subiu 1,0%. O CSI300, que reúne as maiores empresas das bolsas de Xangai e Shenzhen, avançou 0,7%. Em Hong Kong, o Hang Seng ganhou 1,2%. O Kospi, da Coreia do Sul, valorizou 1,65%, enquanto o Nikkei, do Japão, permaneceu fechado.
Indicadores no Brasil
A divulgação do IPCA-15, prévia da inflação oficial do país, está prevista para sexta-feira. A agenda também inclui a ata da última reunião do Comitê de Política Monetária (Copom) e novos dados de atividade econômica nos Estados Unidos e na Europa.
O quadro fiscal segue no radar após o governo anunciar, na semana passada, um reajuste de 15% no Bolsa Família. Economistas receberam a medida com ressalvas e alertaram para possíveis impactos sobre as contas públicas, a inflação e os juros nos próximos anos.
No acumulado, os resultados informados foram de +0,37% na semana, -0,69% no mês e -6,28% no ano. Em outra sequência, os números foram de -1,06% na semana, +4,40% no mês e +14,96% no ano.



