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Economia

Bradesco reduz projeção de crescimento e prevê Selic em 13,25% em 2026

Banco estima expansão menor da economia, inflação de 4,9% e corte da taxa básica de juros até o fim de 2026.

Bradesco reduz projeção de crescimento e prevê Selic em 13,25% em 2026
Foto: Egberto Nogueira/Divulgação

O Bradesco revisou para baixo suas projeções para a atividade econômica e para a taxa básica de juros. O banco agora estima que a Selic cairá dos atuais 13,75% para 13,25% ao ano até o fim de 2026. Para 2027, a previsão permanece em 11%.

A instituição também reduziu a expectativa de crescimento da economia brasileira para 1,7% neste ano, ante 1,9% na projeção anterior. Para o ano que vem, a estimativa passou de 1,3% para 1%.

A avaliação do banco é que o mercado de trabalho começa a perder força, enquanto o consumo sofre com o elevado comprometimento da renda das famílias. Fernando Honorato, economista-chefe do Bradesco, afirmou que há uma fraqueza relevante no consumo, apesar da solidez observada no mercado de trabalho, associada ao endividamento das famílias.

Myriã Bast, superintendente sênior de Pesquisa Econômica do Bradesco, disse que os sinais de desaceleração aparecem primeiro nos setores mais vulneráveis. Segundo ela, apenas as empresas de grande porte continuam contratando. A economista também apontou queda no rendimento dos trabalhadores informais na Pnad, a Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios.

Inflação e riscos

O Bradesco espera que a inflação termine o ano em 4,9%, abaixo dos 5% previstos anteriormente. Para o ano que vem, a projeção foi mantida em 4,1%.

A instituição manteve ainda a expectativa para o dólar em R$ 5 no fim de 2026 e em R$ 5,20 no fim de 2027. Entre os riscos para a inflação, estão o El Niño, o fim da escala 6x1, a alta do petróleo e a reforma tributária.

O banco trabalha com a hipótese de cumprimento do arcabouço fiscal no ano que vem, mesmo sem mudanças implementadas pelo próximo governo. A instituição considera muito baixa a possibilidade de uma recessão em 2027. Para Honorato, a alta das commodities é o risco mais concreto entre os fatores avaliados.

Texto produzido pela Redação Nexo Econômico com apoio de inteligência artificial a partir de fontes públicas, com revisão editorial. Erros? Fale conosco.

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