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Política

Suplentes ao Senado têm patrimônio médio superior ao dos titulares

Levantamento com dados do TSE mostra patrimônio médio de R$ 9 milhões entre primeiros suplentes em 2026, contra R$ 3,9 milhões dos titulares.

Suplentes ao Senado têm patrimônio médio superior ao dos titulares
Foto: Folhapress

Candidatos ao Senado escolheram suplentes com patrimônio declarado, em média, superior ao dos titulares. O levantamento considera candidaturas de partidos com representação no Congresso Nacional e aponta que 42% dos suplentes têm bens acima dos candidatos às vagas principais.

A média patrimonial dos candidatos a primeiro suplente chegou a R$ 9 milhões em 2026, mais que o dobro dos R$ 3,9 milhões registrados pelos titulares. Entre os segundos suplentes, a média foi de R$ 3,1 milhões. Dos 220 postulantes a primeiro suplente considerados no recorte, 101 são milionários.

Os dados da Justiça Eleitoral foram extraídos em 25 de agosto, depois do fim do prazo de registro das candidaturas. Após essa data, os candidatos só podem fazer ajustes nas informações declaradas.

Suplentes com doações eleitorais

Os suplentes ocupam o mandato quando os titulares se afastam. Em alguns casos, acordos políticos permitem que um senador peça licença para que um integrante da chapa assuma a cadeira por determinado período.

No Tocantins, Luiz Osvaldo Pastore (PL), suplente de Eduardo Gomes (PL), declarou patrimônio de R$ 677 milhões em 2026. Em 2022, quando concorreu pelo MDB no Distrito Federal, Pastore investiu R$ 2,1 milhões na eleição. Desse total, enviou R$ 380 mil à companheira de chapa, Flávia Arruda (PL), R$ 1,2 milhões a diretórios do MDB e R$ 100 mil à campanha de Baleia Rossi (SP).

No Paraná, Wilson Picler (PL), suplente de Deltan Dallagnol (Novo), declarou R$ 478,6 milhões. Em 2018, distribuiu R$ 1,2 milhão em doações, incluindo R$ 800 mil para Ratinho Júnior (PSD). Em 2022, doou R$ 923 mil, principalmente a diretórios do Podemos e do MDB.

Odilio Balbinotti Filho (PL), suplente de Zé Medeiros (PL) no Mato Grosso, declarou patrimônio de R$ 359,7 milhões. Nas eleições de 2022, doou R$ 1,5 milhão, incluindo R$ 600 mil para Jair Bolsonaro (PL) e R$ 100 mil para Rogério Marinho (PL-RN).

Até 18 de setembro, os suplentes haviam doado R$ 6,2 milhões. Picler liderava as doações para chapas ao Senado, com R$ 430 mil destinados à campanha de Dallagnol. Pastore havia colocado R$ 317 mil na campanha de Eduardo Gomes e outros R$ 150 mil em candidaturas a deputado estadual.

Alianças políticas

A escolha dos suplentes também pode seguir critérios políticos. Em Alagoas, Renan Calheiros (MDB-AL) escolheu Gustavo Dias Henrique, vice-presidente da CBF. Arthur Lira (PP-AL), adversário de Calheiros, tem como suplente Gustavo Feijó, diretor de seleções da entidade.

Em Minas Gerais, Carlos Viana (PSD) disputa a reeleição com Misael Varella (PSD) na suplência. Varella declarou R$ 315,2 milhões e investiu na própria candidatura à Câmara R$ 1,1 milhão em 2014, R$ 1,1 milhão em 2018 e R$ 310 mil em 2022.

Em Pernambuco, Humberto Costa (PT) tem Luciano Bivar como suplente. Bivar presidiu o antigo PSL, que abrigou Jair Bolsonaro na eleição de 2018, e agora se tornou lulista.

Neste ano, estão em disputa 54 das 81 cadeiras do Senado. Os dois candidatos mais votados vencem, sem segundo turno. Os senadores têm mandato de oito anos, indicam um valor maior de emendas do que os deputados e podem trocar de partido sem perder o cargo. Também têm maior liberdade para negociar períodos de vacância para que os suplentes assumam temporariamente.

Texto produzido pela Redação Nexo Econômico com apoio de inteligência artificial a partir de fontes públicas, com revisão editorial. Erros? Fale conosco.

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