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Política

Flávio Bolsonaro faltou a 8 de 11 sessões da comissão que preside

Senador participou de 3 reuniões neste ano e usou uma sessão para defender propostas de segurança durante a campanha presidencial.

Flávio Bolsonaro faltou a 8 de 11 sessões da comissão que preside
Foto: Reprodução/Flávio Bolsonaro no YouTube

O senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) participou de 3 das 11 sessões realizadas neste ano pela Comissão de Segurança Pública do Senado, da qual é presidente. A ausência em 8 reuniões representa 73% dos encontros do colegiado. A única sessão da comissão no período eleitoral foi uma das três que tiveram a presença do senador.

A comissão tem sido destacada na propaganda eleitoral de Flávio, que apresenta propostas para a segurança pública e busca dialogar com as mulheres. Entre as promessas exibidas estão a castração química de estupradores e a classificação de facções como o PCC (Primeiro Comando da Capital) e o CV (Comando Vermelho) como organizações terroristas, a exemplo do que fizeram os Estados Unidos.

A propaganda também afirma que Flávio foi relator, em 2024, da proposta que acabou com as saídas temporárias de presos para visitar a família e participar de atividades de convívio social. O texto foi aprovado e transformado em lei.

Atuação no Senado

Na sessão a que compareceu neste mês, foram aprovados quatro projetos, três deles relatados pelo senador. Um prevê porte de arma para integrantes da Defensoria Pública da União e dos estados. Outro aumenta as penas para homicídios quando as vítimas são autoridades no exercício da função. As duas propostas ainda precisam ser analisadas por outras comissões e pelo plenário.

O principal projeto em discussão autoriza o porte de arma para mulheres sob medida protetiva. A proposta, apresentada pela ex-senadora Rosana Martinelli (PL-MT), foi relatada e defendida por Flávio, mas a votação acabou adiada após pedido de vista coletivo das senadoras Lourdinha Pereira (PSB-MA) e Damares Alves (Republicanos-DF).

“É obrigação do Estado garantir a segurança dela”, disse Flávio antes da votação, ao afirmar que o porte seria uma opção para as mulheres. Durante a sessão, ele também vinculou a proposta à campanha presidencial e afirmou que faria, em seu governo, algo mais efetivo na área.

Em resposta sobre as faltas, a assessoria do senador afirmou que o Parlamento tem limites de atuação diante da agenda de Flávio como candidato à Presidência da República. A equipe disse ainda que a atuação dele na comissão foi concentrada no endurecimento de penas e na atualização da legislação.

No primeiro semestre deste ano, Flávio deixou de votar em 43% das deliberações nominais do Senado. Até o último ano de mandato, nenhum projeto próprio do senador havia sido transformado em lei. Duas propostas das quais foi coautor entraram em vigor, sem relação com segurança pública.

Texto produzido pela Redação Nexo Econômico com apoio de inteligência artificial a partir de fontes públicas, com revisão editorial. Erros? Fale conosco.

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