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Petecão promete reforçar segurança na fronteira e explica alta do patrimônio

Candidato ao Senado afirma ter levado mais de R$ 1 bilhão ao Acre e atribui aumento patrimonial a negócios fora da política.

Petecão promete reforçar segurança na fronteira e explica alta do patrimônio
Foto: Reprodução/CBN Rio Branco

Candidato à reeleição ao Senado pelo PSD, Sérgio Petecão afirmou que pretende ampliar a estrutura das forças de segurança no Acre e defendeu o combate ao tráfico de drogas na fronteira. Em entrevista à CBN Amazônia Rio Branco nesta terça-feira (8), ele também explicou o aumento de seu patrimônio declarado e fez um balanço dos dois mandatos no Senado.

Petecão está no Senado desde 2011. Ele foi eleito pela primeira vez em 2010 e reeleito em 2018. Durante a entrevista, disse ter apresentado 45 projetos, entre eles uma proposta de isenção do Imposto de Renda para professores.

O candidato afirmou ainda ter destinado mais de R$ 1 bilhão ao Acre. Sobre as emendas parlamentares, disse que prioriza os municípios e que cerca de 90% dos recursos enviados por ele vão para prefeituras. Também declarou que trabalha principalmente com agricultura familiar e que, em mais de 30 anos de atuação política, nunca respondeu a processo.

Patrimônio e atividade empresarial

A declaração de bens apresentada à Justiça Eleitoral mostra que o patrimônio de Petecão passou de aproximadamente R$ 282 mil, em 2010, para cerca de R$ 4 milhões em 2026. A variação representa uma alta superior a 1000%.

Questionado sobre o crescimento durante o período em que exerceu os mandatos no Senado, o candidato afirmou que também atua como empresário e produtor rural. Ele citou negócios no setor de pecuária e postos de gasolina e disse que mantém uma equipe com mais de 50 funcionários.

Petecão também defendeu a conciliação entre produção rural e preservação ambiental. Para ele, o governo federal deve criar condições para que moradores da floresta permaneçam nas comunidades com qualidade de vida, conciliando a produção com a preservação da Amazônia.

BR-364 e recursos para o Acre

A situação da BR-364 também foi discutida. Petecão afirmou que a bancada conseguiu garantir R$ 1 bilhão para a rodovia, mas avaliou que o montante ainda não é suficiente para a reconstrução completa. Ele defendeu a atuação conjunta dos 11 parlamentares do Acre na busca por novos recursos.

Segundo o candidato, a estrada é a obra mais importante do estado porque a região do Vale do Juruá fica praticamente isolada durante o inverno. Ele disse considerar o próprio mandato produtivo e afirmou que os recursos destinados ao Acre ainda são insuficientes diante das necessidades do estado.

Petecão declarou que não coloca divergências ideológicas acima dos interesses do Acre. Também afirmou que o fato de o PSD integrar a base do governo federal não impede uma eventual aliança futura com um candidato de direita.

Segurança na fronteira

Na área de segurança pública, o candidato destacou o adicional de fronteira para policiais federais, medida que, segundo ele, foi implementada durante seus mandatos para estimular a permanência dos agentes em regiões de fronteira.

Petecão defendeu o reforço da estrutura das polícias que atuam no Acre e disse que o combate ao tráfico deve ocorrer na fronteira. Ele mencionou o trabalho do Grupo Especial de Fronteira, da Polícia Militar e da Polícia Civil, mas afirmou que as forças precisam de mais estrutura.

O candidato citou Peru e Bolívia como países vizinhos e maiores produtores de droga, na avaliação apresentada durante a entrevista. Para ele, combater o tráfico no Acre é mais adequado do que enfrentar o problema nos morros do Rio de Janeiro.

A entrevista pelo rádio teve duração de 20 minutos. A programação foi definida após uma pesquisa Quaest divulgada na última quinta-feira (27), com entrevistas realizadas entre segunda-feira (7) e sexta-feira (11), às 8h30. Também está previsto um debate ao vivo com os candidatos ao Senado no dia 25 de setembro.

Texto produzido pela Redação Nexo Econômico com apoio de inteligência artificial a partir de fontes públicas, com revisão editorial. Erros? Fale conosco.

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