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Política

Debate em Minas expõe propostas sobre saúde, mineração e trabalho no Senado

Quatro candidatos discutiram emendas, dívida estadual, relação entre Poderes, terras raras, saúde e emprego durante encontro em Minas Gerais.

Debate em Minas expõe propostas sobre saúde, mineração e trabalho no Senado
Foto: Reprodução/TV Globo

Quatro candidatos ao Senado por Minas Gerais apresentaram propostas e trocaram críticas em um debate realizado na manhã desta terça-feira (8). Arcanjo Pimenta (MDB), Áurea Carolina (PSOL), Carlin Moura (Avante) e Marcelo Aro (PP) discutiram temas como saúde, mineração, trabalho, dívida estadual e a relação entre Executivo, Legislativo e Judiciário.

O encontro teve seis temas definidos previamente, com ordem, cadeiras, participantes de cada rodada e sequência das considerações finais sorteadas. Cada candidato administrou 15 minutos de fala, com intervenções de até um minuto e 30 segundos. No encerramento, todos tiveram um minuto para suas considerações finais.

Saúde e mineração

Na área da saúde, Arcanjo Pimenta defendeu a regionalização dos serviços e a ampliação de hospitais regionais para reduzir os deslocamentos de moradores do interior. Áurea Carolina propôs fortalecer o Sistema Único de Saúde (SUS), a atenção básica, as equipes de saúde da família, os hospitais regionais e universitários e as políticas de saúde mental.

Carlin Moura defendeu mais repasses federais às prefeituras, a expansão dos hospitais regionais e o uso de tecnologias como o teleatendimento. Marcelo Aro afirmou que a saúde deve ser prioridade para os representantes de Minas no Congresso e criticou a queda das transferências voluntárias para o estado, segundo sua avaliação.

Sobre as terras raras, Áurea defendeu fiscalização, proteção ambiental, respeito aos direitos humanos e desenvolvimento tecnológico nacional. Carlin Moura propôs aumentar a arrecadação da mineração e reforçar a estrutura da Agência Nacional de Mineração (ANM). Arcanjo Pimenta afirmou que Minas Gerais deve industrializar os minerais extraídos, em vez de limitar-se à exportação de matérias-primas.

Marcelo Aro citou sua participação na aprovação de mudanças na Compensação Financeira pela Exploração Mineral (Cfem) e defendeu o aperfeiçoamento das regras do setor. Os candidatos convergiram na defesa de que o estado amplie os ganhos econômicos gerados pela mineração.

Emendas e dívida estadual

As chamadas emendas PIX dividiram os candidatos. Áurea Carolina defendeu o fim do modelo, por considerar que ele dificulta o rastreamento e a fiscalização dos recursos. Ela também afirmou que o volume indicado por parlamentares pode reduzir a capacidade de execução de políticas públicas planejadas.

Carlin Moura avaliou que as emendas podem democratizar a distribuição do orçamento aos municípios, desde que haja controle social. Arcanjo Pimenta considerou o mecanismo rápido, mas defendeu correções para aumentar a transparência e exigir projetos estruturados. Marcelo Aro declarou apoio ao formato e disse ter enviado R$ 2 bilhões em emendas para os 853 municípios de Minas Gerais.

Na discussão sobre a dívida estadual, Carlin Moura citou o Programa de Pleno Pagamento de Dívidas dos Estados (Propag) e defendeu novas negociações com a União. Arcanjo Pimenta apoiou o acompanhamento do acordo e a busca por alternativas para reduzir o passivo. Marcelo Aro propôs aperfeiçoar o programa e converter os pagamentos mensais em investimentos no estado.

Áurea Carolina relacionou o endividamento à política de incentivos fiscais e defendeu o fortalecimento da arrecadação estadual. Ela e Marcelo Aro trocaram críticas sobre os benefícios tributários: a candidata questionou seus efeitos nas contas públicas, enquanto o candidato afirmou que eles podem estimular a atividade econômica, o emprego e a renda.

Poderes e trabalho

Na discussão institucional, Áurea Carolina e Marcelo Aro defenderam a possibilidade de impeachment de ministros do Supremo Tribunal Federal (STF), em condições diferentes. Arcanjo Pimenta pediu que acusações sejam acompanhadas de provas e defendeu decisões mais complexas tomadas de forma colegiada. Carlin Moura propôs mandatos por tempo determinado para ministros do STF e debate sobre o semipresidencialismo.

Também houve acusações sobre relações com o Banco Master, a Cemig e Daniel Vorcaro. Áurea Carolina afirmou que Marcelo Aro teria negócios ligados às instituições. Aro negou relação comercial com a Cemig ou com Vorcaro e declarou ter 14 anos de trajetória pública sem responder a processos ou investigações da Polícia Federal.

No tema trabalho e emprego, Arcanjo Pimenta falou em atrair indústrias e melhorar a infraestrutura logística. Ele também propôs uma plataforma tecnológica brasileira para motoristas de aplicativos e entregadores. Áurea Carolina defendeu o fim da escala 6x1. Marcelo Aro apoiou a redução da jornada semanal de 44 para 40 horas e propôs mudanças no Benefício de Prestação Continuada (BPC) para mães de pacientes com doenças raras.

Carlin Moura priorizou a qualificação profissional diante das novas tecnologias e da inteligência artificial. Ele também defendeu a expansão do programa Trilhas de Futuro e linhas de financiamento com juros subsidiados pelo Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) para micro e pequenas empresas.

No tema livre, Áurea Carolina tratou dos direitos das mulheres e do combate à violência de gênero. Arcanjo Pimenta destacou a representatividade racial e a educação. Marcelo Aro defendeu o endurecimento da legislação penal e mudanças na legislação penal juvenil. Os dois primeiros também trocaram críticas durante o bloco.

À tarde, participariam de outro debate Aécio Neves (PSDB), Domingos Sávio (PL) e Manoel Carvalho (MDB). Marília Campos (PT) e Carlos Viana (PSD) foram convidados, mas não participaram.

Texto produzido pela Redação Nexo Econômico com apoio de inteligência artificial a partir de fontes públicas, com revisão editorial. Erros? Fale conosco.

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