São Paulo, Terça-feira, 22 de setembro de 2026
Dólar R$ 5,11 · Euro R$ 5,86 · Ibovespa 186.596 -0,00%
A economia explicada todos os dias
Economia

Setor prevê retorno da carne bovina brasileira à UE no primeiro semestre de 2027

Abiec quer que o governo negocie uma transição para retomar as exportações antes do prazo exigido pela União Europeia.

Setor prevê retorno da carne bovina brasileira à UE no primeiro semestre de 2027
Foto: Divulgação/Abiec

O Brasil poderá voltar à lista de países autorizados a exportar carne bovina para a União Europeia no primeiro semestre de 2027, segundo Roberto Perosa, presidente da Associação Brasileira das Indústrias Exportadoras de Carne (Abiec). O setor pediu ao governo que negocie um período de transição para que as empresas retomem as vendas antes de dois anos.

A relistagem, porém, não permite a retomada imediata do comércio. A União Europeia exige a comprovação de que não foram usados antimicrobianos desde o nascimento até o abate dos bovinos — processo que leva cerca de dois anos.

“a gente espera que se estabeleça um prazo transitório para que a gente possa voltar a ter o fluxo comercial”, disse Perosa nesta quinta-feira (17), durante uma coletiva de imprensa na Beef Week, em São Paulo. Segundo ele, ainda não há informação sobre uma missão técnica da UE no Brasil para avaliar os novos protocolos adotados pelo país.

Perosa afirmou que a expectativa do setor é que o Brasil seja incluído novamente entre os fornecedores autorizados de proteína para o mercado europeu. A avaliação é feita separadamente para cada tipo de produto. No dia 4, a UE concluiu missões técnicas nas cadeias de mel e frango.

Suspensão das importações

A União Europeia suspendeu, no dia 3 de setembro, a entrada de produtos de origem animal brasileiros. A decisão impede as exportações de carne bovina, suína, frango, mel, pescados e ovos para as 27 nações do bloco.

A medida havia sido anunciada em maio, depois que o Brasil foi retirado da relação de países considerados em conformidade com as regras europeias sobre antimicrobianos na pecuária. Essas substâncias são usadas no tratamento de infecções em animais, mas não podem ser aplicadas para promover o crescimento nem quando são reservadas ao tratamento de seres humanos.

A UE disse que a decisão decorreu da avaliação de que os controles brasileiros sobre o uso desses produtos eram insuficientes, e não da identificação de irregularidades na carne exportada.

Para Perosa, o retorno à lista europeia é relevante porque ela serve de referência para cerca de 20 países fora do bloco, entre eles o Reino Unido e nações africanas. As carnes bovina e de frango estão entre os produtos mais exportados pelo Brasil para a UE, embora representem uma parcela pequena do valor total vendido pelo país.

Texto produzido pela Redação Nexo Econômico com apoio de inteligência artificial a partir de fontes públicas, com revisão editorial. Erros? Fale conosco.

Assine nossa newsletterAs principais notícias do dia no seu e-mail.