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Empresários defendem pacificação do STF e revisão na escolha de ministros

Representantes do setor privado dizem que a crise afeta a segurança jurídica e propõem mudanças no processo de indicação à Corte.

Empresários defendem pacificação do STF e revisão na escolha de ministros
Foto: Folhapress

Empresários e executivos avaliam que o Supremo Tribunal Federal deve encontrar uma saída para a crise atual, mas defendem mudanças nos critérios de escolha dos ministros. Para representantes do setor privado, a turbulência também ameaça a segurança jurídica e pode prejudicar negócios e investimentos no país.

Nesta terça-feira (15), o colegiado analisa um relatório da Polícia Federal que aponta o ministro Alexandre de Moraes como interlocutor do ex-banqueiro Daniel Vorcaro. O episódio ocorre na esteira do escândalo do Master e ampliou, entre empresários, a percepção de que o modelo de composição do tribunal precisa ser revisto.

Candido Bracher, membro independente do Conselho de Administração do Itaú, espera que a Corte seja pacificada. “Acho impossível que a crise não seja solucionada”, afirmou, ao considerar que a permanência do conflito poderia comprometer o funcionamento do tribunal.

Diego Barreto, CEO do iFood, também aposta na capacidade de Edson Fachin, presidente do STF, para conduzir as discussões. Na avaliação do executivo, a Corte precisa recuperar seu papel como referência da Justiça brasileira. Barreto disse ainda confiar na força das instituições do país e citou crises anteriores no Executivo e no Congresso como exemplos de dificuldades superadas dentro do sistema democrático.

Mudanças nas indicações

Sergio Zimerman, fundador da rede de varejo Petz, afirmou esperar que o Supremo atue com imparcialidade, isenção e sem favorecimentos. Ele defende que a escolha dos ministros não fique restrita ao chefe do Executivo e propõe uma lista tríplice elaborada pela Ordem dos Advogados do Brasil e por outros órgãos da sociedade, para que o presidente escolha um dos nomes.

Bracher também defendeu que os próximos ministros sejam selecionados pelo conhecimento jurídico e pela reputação, e não pela proximidade ou pela lealdade ao presidente responsável pela indicação. Ele espera que o STF volte a exercer sua função constitucional com correção, eficiência e imparcialidade.

Felipe Salto, economista-chefe da Warren Investimentos, disse ver sinais positivos em medidas recentes de Fachin. Para ele, as próximas indicações serão relevantes, já que haverá trocas de ministros por aposentadorias. Salto afirmou confiar nas instituições, na Constituição e nos órgãos de controle, embora reconheça que esse modelo tenha pontos positivos e negativos.

Lawrence Pih, que comandou um dos maiores processadores de trigo do Brasil, avaliou que Fachin assumiu a tarefa de pacificar a instituição. O empresário defendeu regras claras para limitar a atuação de ministros, desembargadores, juízes e seus familiares no âmbito jurídico.

Pih afirmou que há quatro vagas a serem preenchidas no STF nos próximos anos e que a orientação da Corte pode mudar conforme o resultado das eleições no mês que vem. Para ele, o tribunal sofreu um abalo significativo e o embate ideológico não deve perder força.

Texto produzido pela Redação Nexo Econômico com apoio de inteligência artificial a partir de fontes públicas, com revisão editorial. Erros? Fale conosco.

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