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Executivos de tecnologia defendem cautela no avanço da inteligência artificial

Líderes de Anthropic, OpenAI e Google DeepMind apoiam mais controle, enquanto especialistas apontam fatores econômicos e estratégicos.

Executivos de tecnologia defendem cautela no avanço da inteligência artificial
Foto: Matteo Della Torre/NurPhoto/picture alliance via DW

Executivos de empresas que lideram o desenvolvimento de inteligência artificial passaram a defender limites e mais cautela no avanço da tecnologia. O movimento ganhou força depois de Dario Amodei, CEO da Anthropic, afirmar que os sistemas podem superar a capacidade humana de compreensão e controle em pouco tempo.

Amodei escreveu que, diante da aceleração das capacidades de IA, existe o risco de que, em 6 a 12 meses, sistemas desse tipo consigam dominar toda a internet. Para ele, o desenvolvimento precisa avançar com muito cuidado. O executivo também propôs que auditores independentes acompanhem e verifiquem os padrões de segurança das empresas.

A posição foi apoiada por concorrentes da Anthropic. Sam Altman, CEO da OpenAI, disse que é necessário definir o ritmo do desenvolvimento de sistemas de ponta e afirmou que a empresa pretende adotar avaliadores independentes com acesso semelhante ao de seus funcionários. Elon Musk, dono do X e da xAI, resumiu seu apoio dizendo: “Dario está certo”. Demis Hassabis, presidente do Google DeepMind, também defendeu a cautela.

Segurança e disputa de mercado

A discussão ocorre depois de relatos de ataques realizados por sistemas de inteligência artificial e de preocupações sobre o controle de modelos capazes de executar tarefas complexas e prolongadas. Diogo Cortiz, especialista em IA e professor da PUC-SP, afirmou que a preocupação é legítima, mas disse ser difícil separar o interesse pela segurança de uma estratégia para proteger as empresas e o mercado.

Cortiz apontou quatro fatores que podem estar por trás do discurso. Os Estados Unidos enfrentam dificuldades para garantir a energia necessária à expansão da IA, enquanto a construção de data centers avança mais lentamente do que as empresas gostariam. Além disso, o retorno dos investimentos está demorando mais que o esperado.

O especialista também citou o avanço dos modelos chineses, que vêm ganhando espaço global e oferecem capacidade semelhante por custos menores. Na avaliação dele, regras mais duras podem dificultar a entrada de novas empresas e proteger as companhias que já estão na liderança, favorecendo a formação de um oligopólio.

Reações de Estados Unidos, China e Europa

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, criticou os defensores de maior cautela no domingo (13). Ele afirmou que os críticos levantam cenários que não devem ocorrer e disse querer manter a liderança americana diante da China. Trump também declarou que barreiras de proteção podem ser adotadas, mas que há forças negativas colocando o tema em discussão de forma indevida.

A China, que disputa com os Estados Unidos a liderança no setor, afirmou que a IA pode ameaçar sua segurança nacional quando usada por potências estrangeiras para afetar a ordem social. Chen Yixin, ministro da Segurança do Estado, acusou forças hostis de usar tecnologias generativas para fabricar rumores políticos e espalhar informações prejudiciais.

Amodei defendeu a cooperação entre empresas de países democráticos e recomendou que chips avançados de IA e equipamentos para fabricação de semicondutores não sejam vendidos à China. Para ele, essas medidas ampliariam a influência das democracias e poderiam facilitar um acordo futuro com o país.

Nesta segunda-feira, Thomas Regnier, porta-voz da Comissão Europeia, disse que o bloco apoia a inovação em IA, desde que as empresas comprovem a segurança de seus serviços. O primeiro-ministro britânico, Andy Burnham, também considerou positivo o debate sobre os riscos da tecnologia, mas afirmou que as decisões devem ser baseadas em evidências.

Texto produzido pela Redação Nexo Econômico com apoio de inteligência artificial a partir de fontes públicas, com revisão editorial. Erros? Fale conosco.

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