PONTA GROSSA — Flávio Bolsonaro (PL), candidato à Presidência da República, visitará Filipe Martins neste sábado (5) na Cadeia Pública de Ponta Grossa, no Paraná. A entrada foi autorizada por Alexandre de Moraes, ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), e está prevista para ocorrer entre 13h e 14h30.
Martins foi assessor internacional da Presidência da República e cumpre pena de 21 anos em regime fechado por crimes relacionados à tentativa de golpe de Estado. A assessoria dele informou que o encontro terá caráter pessoal e não envolverá atividades de campanha. Depois da visita, Flávio Bolsonaro deverá falar com jornalistas em uma coletiva.
O registro da candidatura de Flávio Bolsonaro à Presidência foi aprovado pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE) na quarta-feira (2). Desde então, ele tem cumprido compromissos pelo país.
Condenação e prisão
A Primeira Turma do STF condenou Martins, em dezembro de 2025, por tentativa de abolição violenta do Estado Democrático de Direito, golpe de Estado, participação em organização criminosa armada, dano qualificado e deterioração de patrimônio tombado. A pena é cumprida na Cadeia Pública de Ponta Grossa.
A Procuradoria-Geral da República (PGR) afirmou que o Núcleo 2 participou da execução de medidas destinadas a viabilizar uma ruptura institucional. No processo, Martins foi acusado de colaborar na elaboração de uma versão da chamada “minuta do golpe”. A defesa nega a participação.
Em 2 de janeiro de 2026, Moraes determinou a prisão preventiva de Martins por entender que ele havia descumprido medidas cautelares impostas pelo STF, incluindo a proibição de usar redes sociais de forma direta ou indireta. Naquele momento, ele estava em prisão domiciliar. Em abril do mesmo ano, o ministro declarou o trânsito em julgado da ação penal e determinou o início do cumprimento definitivo da pena.
Martins havia sido preso preventivamente pela primeira vez em fevereiro de 2024, durante as investigações sobre a tentativa de golpe. Entre os elementos analisados estava a suspeita de que ele tivesse entrado nos Estados Unidos em 30 de dezembro de 2022, quando Jair Bolsonaro viajou para a Flórida.
Em audiência na Justiça dos Estados Unidos realizada em 2026, o juiz federal Gregory A. Presnell afirmou que o registro migratório atribuído a Martins era falso. A manifestação não apontou quem inseriu a informação nem concluiu que houve uma ação deliberada para prejudicá-lo. A origem do registro continuava sob apuração.




