O senador e candidato à Presidência Flávio Bolsonaro (PL-RJ) afirmou, nesta quinta-feira (17), que pretende recrutar voluntários para fiscalizar urnas no dia da votação. A iniciativa, segundo ele, terá um site para inscrições, seguido de seleção, credenciamento e treinamento dos convocados.
Flávio disse que a fiscalização deverá se concentrar especialmente no momento de encerramento da urna. Ele afirmou que o objetivo é evitar situações como um eleitor votar no lugar de outra pessoa e não mencionou fraudes no sistema eletrônico durante a transmissão.
A estratégia repete uma medida adotada por Jair Bolsonaro na eleição de 2022, quando o então presidente também criou um site para cadastrar apoiadores como fiscais. Flávio já havia colocado as urnas eletrônicas em dúvida em julho, mas depois negou ter atacado o sistema eleitoral.
Em 2021, Jair Bolsonaro tentou aprovar o voto impresso no Congresso. Depois da eleição presidencial, o PL pediu ao TSE a invalidação dos votos do segundo turno, alegando problemas no funcionamento dos equipamentos de votação. O caso foi incluído no processo da trama golpista, que resultou na condenação de Bolsonaro à prisão em 2025.
Pandemia e juros
Na mesma live, Flávio criticou as medidas de isolamento recomendadas durante a pandemia e afirmou que o governo de seu pai elevou o auxílio para R$ 600. Ao comentar o ajuste anunciado por Lula no Bolsa Família, disse que o valor teria evitado saques e um colapso no país.
O candidato também pediu voto útil para tentar vencer no primeiro turno. Segundo ele, a liderança nas pesquisas já faria os juros futuros caírem, com reflexos sobre dívidas, financiamentos e empréstimos a partir do mês seguinte.
Críticas ao Supremo
Flávio comentou a sessão do STF realizada na terça-feira (15), que discutiu se Alexandre de Moraes seria investigado por sua troca de mensagens com Daniel Vorcaro, do Banco Master. A sessão terminou sem decisão, depois que Flávio Dino pediu vista.
O candidato associou o episódio a Lula e afirmou que Moraes, Gilmar Mendes, Cristiano Zanin e Dino formariam uma tropa de choque do presidente. Flávio disse ter convicção de que Moraes será investigado oficialmente e acusou os ministros de adiar a conclusão da análise.
Ele também defendeu o impeachment de Moraes e Dino, chamou Dino de militante político e tendencioso e afirmou que poderia indicar seis ministros se fosse eleito. Flávio ainda declarou que o próximo presidente terá mais quatro indicações ao STF.



