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Economia

Inflação americana mantém 3,4% e eleva pressão por alta dos juros

Gasolina respondeu por um terço da alta mensal de 0,4%, enquanto apostas em aumento dos juros passaram de 70% para mais de 80%.

Inflação americana mantém 3,4% e eleva pressão por alta dos juros
Foto: Reuters

A inflação dos Estados Unidos permaneceu em 3,4% em agosto, no mesmo nível de julho. O resultado, divulgado nesta sexta-feira (11) pelo Bureau of Labor Statistics, ficou dentro das expectativas dos economistas consultados pela Bloomberg e aumentou as apostas do mercado em uma alta de juros pelo Federal Reserve na próxima semana.

A inflação subjacente, que exclui alimentos e energia, recuou para 2,4%, ante 2,5% em julho. Mesmo assim, os combustíveis continuaram como o principal fator de pressão sobre os preços no mês. A gasolina respondeu por um terço da alta mensal de 0,4%.

O dado foi divulgado em um cenário de valorização do petróleo, impulsionada pelo conflito no Oriente Médio. O Brent superou US$ 100 (R$ 508) por barril nesta semana pela primeira vez desde julho. O movimento provocou vendas no mercado global de títulos e levou os custos de financiamento de longo prazo dos Estados Unidos ao maior nível em anos.

Pressão sobre o Federal Reserve

A reunião do comitê de política monetária do Fed está marcada para terça-feira (15) e quarta-feira (16). Na última reunião, em julho, três dos 12 membros com direito a voto no Fomc defenderam uma alta de 0,25 ponto percentual. A maioria decidiu manter os juros na faixa de 3,5% a 3,75%.

Depois da divulgação do índice, a probabilidade estimada pelos operadores para uma alta em setembro passou de cerca de 70% para mais de 80%. O rendimento dos títulos do Tesouro americano de 2 anos subiu 0,07 ponto percentual, para 4,62%. Já o rendimento dos papéis de 10 anos ficou estável em 4,94%, pouco abaixo do maior nível em três anos registrado recentemente.

As expectativas por aumento dos juros também haviam crescido após discurso do presidente do Fed, Kevin Warsh, em Jackson Hole. Ele afirmou que, sem progresso rápido no controle dos preços, o banco central americano ainda teria trabalho a fazer.

O índice de gastos de consumo pessoal, conhecido como PCE e mais usado pelo Banco Central dos Estados Unidos, ficou em 3,7% em julho. A medida permanece acima da meta de 2% há mais de cinco anos.

Para Tom Simons, economista da Jefferies, o relatório mostrou aumento dos gastos dos consumidores com viagens, o que poderia favorecer uma alta dos juros. Ele ponderou que os preços elevados dos combustíveis ainda não haviam se traduzido em aumento dos preços dos alimentos.

Texto produzido pela Redação Nexo Econômico com apoio de inteligência artificial a partir de fontes públicas, com revisão editorial. Erros? Fale conosco.

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