O petróleo subiu mais de 2% nesta terça-feira (15), depois de o Irã rejeitar novamente a possibilidade de negociações com os Estados Unidos. O barril Brent, referência mundial, chegou a US$ 108,43, alta de 2,54%, por volta das 6h30 (horário de Brasília). Na segunda-feira (14), havia fechado a US$ 106,48.
O WTI, referência usada nos Estados Unidos, era negociado a US$ 103,52, com valorização de 2,1%, por volta das 7h. Durante a madrugada, o Brent permaneceu na casa de US$ 107.
A reação ocorreu após Mohsen Rezaei, chefe da principal instância de segurança do Irã, afirmar que as negociações só poderão ser retomadas depois que as exigências iranianas forem aceitas. Em uma publicação na rede social X, ele disse: “Não haverá nenhuma negociação enquanto as condições do Irã não forem atendidas. Ponto final!”.
Exigências do Irã
Na segunda-feira, Donald Trump declarou que estava aberto ao diálogo com Teerã. A afirmação ocorreu um dia depois de ele dizer que não haveria negociação com o Irã até o fim das eleições de meio de mandato dos Estados Unidos, marcadas para novembro.
O Irã exige o fim definitivo do conflito iniciado em 28 de fevereiro e de qualquer agressão contra o país e seus aliados na região, incluindo o Hezbollah, no Líbano. O governo também reivindica o fim do bloqueio aos portos iranianos, uma indenização integral pelos danos da guerra, o encerramento das sanções econômicas e a liberação, sem condições, de ativos congelados no exterior.
A tensão regional continuou após ataques dos houthis, grupo do Iêmen aliado ao Irã, contra alvos na Arábia Saudita, entre eles refinarias e oleodutos. O governo saudita afirmou que responderá com “firmeza”. Mohammed bin Salman, príncipe-herdeiro e dirigente de fato do reino, reuniu-se com o almirante Brad Cooper, chefe do Centcom, para discutir os acontecimentos recentes.
Omã adiou uma reunião entre o Irã e países do golfo Pérsico sobre o estreito de Hormuz, cujo tráfego está bloqueado desde o início do conflito. Diplomatas da França também informaram que o Conselho de Segurança da ONU deve discutir a extensão da guerra ao estreito de Bab el-Mandeb, usado pela Arábia Saudita para escoar petróleo e alvo de ataques dos houthis a embarcações desde a semana passada.



