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Petróleo recua após sinal de Trump sobre conflito com o Irã

Brent fechou a US$ 104,09, enquanto expectativas sobre o oleoduto saudita aliviaram preocupações com a oferta.

Petróleo recua após sinal de Trump sobre conflito com o Irã

O petróleo caiu nesta quinta-feira (17) após Donald Trump afirmar que o fim do conflito com o Irã está próximo. A expectativa de que mais barris da Arábia Saudita cheguem ao mercado também pressionou as cotações.

O barril Brent, referência mundial, atingiu queda de 4,05% e chegou à mínima diária de US$ 101,54 por volta das 9h30 (horário de Brasília). Durante a madrugada, o preço havia oscilado entre US$ 104 e US$ 105. Depois, a cotação se recuperou parcialmente e encerrou o dia em queda de 1,64% ante o pregão anterior, a US$ 104,09.

O WTI (West Texas Intermediate), usado nos Estados Unidos, ficou abaixo de três dígitos durante a sessão. No fechamento, era negociado a US$ 101,27, com baixa de 1,13%.

A Arábia Saudita buscava restaurar, em poucos dias, cerca de metade da capacidade do oleoduto Leste-Oeste. A operação havia sido interrompida na semana passada após ataques com drones. O oleoduto abastece o centro de exportação de Yanbu, no Mar Vermelho.

Oferta saudita e negociações

A suspensão dos embarques em Yanbu e o cancelamento de algumas entregas para clientes europeus haviam levado o petróleo a níveis próximos das máximas de quatro meses. Operadores do mercado afirmaram que uma interrupção prolongada do oleoduto poderia reduzir em até 4% o abastecimento global de petróleo.

A Arábia Saudita não informou quando a operação seria retomada. A previsão mencionada por Wright é que o fluxo volte em poucos dias.

Um dia antes, Trump declarou: “Eles querem chegar a um acordo. Veremos como isso se desenrola”. O presidente americano repetiu que o encerramento da guerra contra o Irã estaria próximo, mas o governo iraniano não confirmou a informação. No começo da semana, o Irã havia dito que não negociaria com os Estados Unidos enquanto suas exigências não fossem aceitas.

Trump deve se reunir com líderes do Conselho de Cooperação do Golfo na próxima terça-feira (22), em Nova York, durante a Assembleia Geral da ONU. O grupo reúne Arábia Saudita, Emirados Árabes Unidos, Qatar, Bahrein, Kuwait e Omã. Na última segunda-feira (14), os países cancelaram um encontro com representantes do Irã sobre a situação no estreito de Hormuz, por onde passava 20% da produção mundial de petróleo e gás antes da guerra.

Texto produzido pela Redação Nexo Econômico com apoio de inteligência artificial a partir de fontes públicas, com revisão editorial. Erros? Fale conosco.

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