Os preços do petróleo caíram nesta segunda-feira (21), mesmo com a intensificação dos confrontos entre os houthis, grupo do Iêmen aliado do Irã, e as forças da Arábia Saudita no fim de semana. As negociações de paz entre iranianos e norte-americanos continuam estagnadas.
O barril do Brent, referência mundial, recuou 3,5% e chegou a US$ 100,22 (R$ 520,74) por volta das 7h30, no horário de Brasília. Na abertura das negociações, às 19h de domingo (20), a cotação havia avançado 0,91%, para US$ 104,82, mas passou a cair em seguida.
O WTI (West Texas Intermediate), usado nos Estados Unidos, era negociado a US$ 93,08 (R$ 478,94), com desvalorização de 3,12%.
Confrontos entre houthis e sauditas
No sábado (19), os arredores do principal aeroporto de Riad, capital da Arábia Saudita, foram atacados. Os houthis reivindicaram a ofensiva, e uma coluna de fumaça foi vista na região.
No dia seguinte, houve trocas de ataques entre o grupo iemenita e as forças militares sauditas em Al-Wazi’iyah, Al-Madaribah e Al-Arah, áreas montanhosas no sudoeste do Iêmen. A informação foi divulgada por Abdul Basit al-Baher, oficial do Exército ligado ao governo apoiado pela Arábia Saudita.
Segundo Al-Baher, os houthis tentam assumir o controle dessas áreas para isolar Taiz de Áden, capital do sul, e sitiar as forças apoiadas pelos sauditas em Taiz. Também ocorreram confrontos pelo controle do estreito de Bab el-Mandeb, que conecta o Mar Vermelho ao Oceano Índico.
A hidrovia passou a ser uma rota comercial importante para o escoamento da produção de petróleo da Arábia Saudita depois que o Irã bloqueou o estreito de Hormuz, em 28 de fevereiro, no início da guerra contra os Estados Unidos e Israel.
A Guarda Revolucionária do Irã advertiu que atacará novos alvos e usará novas armas se os Estados Unidos voltarem a atacar o país. “Introduziremos no campo de batalha novas armas com novas capacidades, e o mundo ficará surpreso”, afirmou um porta-voz do braço militar iraniano. A organização também disse estar preparada para uma “guerra prolongada”.



